O advogado Alexandre Torres Jr., responsável pela defesa das mulheres agredidas na saída do Studio 5, após o show do cantor Nattanzinho, revelou detalhes do crime ocorrido na madrugada de domingo (23), durante entrevista à imprensa na tarde desta segunda-feira (24).
Confronto após pequeno acidente
Segundo o advogado, as quatro jovens estavam no evento e, ao saírem, enfrentaram um incidente de trânsito. O veículo em que elas estavam estancou e, ao tentar retomá-lo, acabou encostando no carro da frente, causando um pequeno arranhão. O condutor do veículo atingido, acompanhado de sua companheira, desceu imediatamente do carro e abordou as vítimas de forma agressiva. O homem apresentava forte odor de álcool e, ao perceber o ocorrido, acionou conhecidos por telefone, dizendo que seu carro havia sido danificado e que precisava de ajuda.
“Ele pegou o celular e ligou pra algumas colegas e disse, colegas, estou precisando de ajuda aqui, acabaram com o meu carro, quando na verdade só tinha um risco no carro dele. E a partir desse momento, esses colegas chegaram até o local, entraram em via de fato com as vítimas, e começaram a agredi-las”, relatou.
De acordo com o advogado, durante a confusão, uma das jovens tentou tirar o carro da pista para evitar obstrução, mas foi acusada de tentativa de fuga. Nesse momento, dois dos agressores partiram para cima dela, desferindo socos e chutes enquanto ela ainda estava dentro do veículo. Outra vítima foi derrubada ao chão e teve sua cabeça brutalmente chutada pelos agressores.
Investigações e desdobramentos
O advogado reforça que o crime ocorreu em frente ao Studio 5, um local amplamente monitorado por câmeras de segurança e, apesar da possibilidade de buscar uma solução pacífica, os envolvidos optaram pela violência.
“Foi um crime bárbaro, um crime violento que não pode ficar impune”, declarou o advogado, destacando a indignação da comunidade.
As investigações já confirmaram a participação de pelo menos três homens e duas mulheres no ataque, conforme o advogado. Enquanto isso, as quatro vítimas, que estavam no carro agredido, seguem se recuperando, principalmente dos danos psicológicos causados pelo episódio. Segundo Torres Jr., elas estão com medo de sair de casa e temem possíveis represálias devido à repercussão do caso.
Até o momento, os procedimentos policiais levaram à identificação de um dos agressores. Os demais estão sendo rastreados pelos sistemas de inteligência da Polícia Civil.
“Fizemos todos os requerimentos necessários e encaminhamos à autoridade policial, solicitando diligências e a expedição de ofícios para identificação dos outros envolvidos”, afirmou o advogado. As investigações continuam para garantir que os responsáveis sejam punidos.
Veja o vídeo da agressão
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