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Editorial

Os rios estão morrendo

A escalada do desastre ambiental é acelerada, principalmente, pelos impactos das hidrelétricas e pelas atividades ligadas à mineração e ao garimpo

Divulgação

Cada vez mais as atividades ilegais fomentam a degradação e a destruição dos rios da Amazônia. É o que aponta o índice IIAA (Índice de Impacto nas Águas da Amazônia), criado pela Ambiental Media, com apoio do Instituto Serrapilheira.

A escalada do desastre ambiental é acelerada, principalmente, pelos impactos das hidrelétricas e pelas atividades ligadas à mineração e ao garimpo. Os pesquisadores analisaram dados de hidroeletricidade, exploração mineral, hidrovias, agropecuária, degradação florestal, cruzamentos de rios com estradas, área urbana e mudanças climáticas em 11.216 microbacias da Amazônia Legal.

Segundo o IIAA, as microbacias mais preocupantes, castigadas pelas hidrelétricas, envolvem os rios Madeira, Tapajós e Xingu. Todas essas áreas também são impactadas pelos estragos causados pelo uso de mercúrio nos garimpos proibidos pela legislação ambiental.

De acordo com o IIAA, a bacia do Rio Putumayo-Içá é o corpo d’água tributário do Rio Amazonas que mais sofre com a mineração e o agronegócio, com impacto em 63% do percurso. Os desastres igualmente, são patentes em áreas indígenas, sobretudo em Rondônia.

Para Thiago Mdaglia, fundador da Ambiental Media e um dos pesquisadores, o índice IIAA desmistifica a grave situação da Amazônia como sendo culpa apenas do desflorestamento irracional. Na verdade, os impactos das hidrelétricas e dos garimpos clandestinos, aliados aos distúrbios causados pela agropecuária, turbinam a destruição da região, sem que os órgãos ambientais, desaparelhados, consigam combater exemplarmente os crimes cometidos contra os rios com os seus leitos comprometidos.

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