Um homem identificado como Mauro Costa Teixeira, suspeito de cometer crime de zoofilia contra uma cadela, na Zona norte de Manaus foi colocado em liberdade após prestar depoimento à polícia, por não ter sido detido em situação de flagrante. Apesar disso, a Secretaria de Estado de Proteção Animal do Amazonas (Sepet-AM) informou que a prisão preventiva do investigado já foi solicitada à Justiça.

Mauro Costa, de 22 anos, foi conduzido à delegacia na sexta-feira (2) durante uma ação integrada com forças de segurança, após a divulgação de vídeos que teriam sido gravados por ele próprio.

Confissão e relato do crime

Durante o depoimento, o suspeito confessou ter praticado o ato, afirmando que teria agido sob efeito de drogas e que cometeu o crime por curiosidade. Ele também declarou que a cadela já estava morta no momento em que o caso veio a público.

O caso teve início com o recebimento de informações que indicavam a prática de abuso sexual contra um animal dentro de uma residência na capital.

Assim que a denúncia chegou à Sepet, a equipe técnica iniciou a apuração de forma responsável, reunindo informações e solicitando apoio policial. Com o avanço das investigações, o suspeito foi preso, confessou o crime, e a ação contou com o apoio da Companhia Independente de Policiamento com Cães (CipCaes). Ele foi encaminhado para o 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

“Com o reforço policial, nossa equipe atuou para garantir a prisão do responsável. Infelizmente, segundo relatos de vizinhos, a cadela era de rua e foi a óbito em decorrência de complicações de saúde, possivelmente causadas pelos abusos cometidos por esse criminoso”, afirmou a secretária de Proteção Animal, Joana Darc.

Como o crime não estava em andamento no momento da abordagem, a prisão imediata do homem não foi possível, o que resultou na liberação do suspeito após os procedimentos legais.

Pedido de prisão preventiva

A Sepet-AM destacou que continuará acompanhando o processo e reforçou que crimes de maus-tratos e abuso contra animais são passíveis de punição severa.

O caso segue sob investigação e novas medidas judiciais podem ser adotadas nos próximos dias.

Leia mais: