O ex-vereador do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), publicou nesta segunda-feira (5) em seu perfil no X que não conseguiu visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na prisão.
A Superintendência da Polícia Federal em Brasília estabelece que as visitas a detentos ocorram apenas às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h.
Carlos destacou o estado de saúde delicado do pai, mas isso não foi suficiente para que uma exceção fosse concedida, “mesmo diante de um momento extremamente delicado.” De acordo com ele, os familiares precisavam protocolar novos pedidos a cada visita.
Decisão do STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, entretanto, flexibilizou a regra, permitindo a entrada automática de familiares, desde que respeitadas as normas da PF. Carlos ressaltou que, antes dessa decisão, alguns pedidos de visita “sequer foram apreciados.”
Acabo de sair da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após tentar visitar meu pai. Fui informado de que as visitas familiares estão restritas às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h.
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) January 5, 2026
Portanto, é importante deixar absolutamente claro: não é verdadeira a informação…
Jair Bolsonaro está preso desde 22 de novembro de 2025 e teve alta temporária em 24 de dezembro para uma cirurgia. No dia 1º de janeiro de 2026, ele recebeu alta do DF Star, em Brasília, e retornou ao cárcere.
Durante a internação, Bolsonaro tratou uma hérnia inquinal bilateral e um quadro de soluços, questão mencionada por Carlos em suas postagens.
O ex-vereador também revelou que o pai possui problemas cardiovasculares. Um cardiologista e um fisioterapeuta foram autorizados por Moraes a atendê-lo na prisão.
O ministro argumenta que a PF dispõe de condições para oferecer atendimento integral a Bolsonaro, negando pedidos de prisão domiciliar humanitária, benefício concedido a outro ex-presidente: Fernando Collor de Mello, que comprovou ter Parkinson.
Pena e projetos de redução
A pena de Bolsonaro é de 27 anos e três meses de prisão. Um projeto de lei sobre dosimetria poderia reduzir a pena para dois anos e quatro meses, mas o presidente Lula (PT) já anunciou que vetará integralmente a proposta.
Nesta segunda-feira (5), o relator do projeto na Câmara, deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), deve visitar Collor em sua prisão domiciliar humanitária, após receber autorização de Moraes.
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