Os Estados Unidos apreenderam um petroleiro ligado à Venezuela após persegui‑lo por semanas no Oceano Atlântico, informou o Comando Europeu das Forças Armadas dos EUA em uma publicação nas redes sociais.

O navio, originalmente chamado Bella‑1, havia sido sancionado pelos EUA em 2024 por operar em uma “frota paralela” de navios‑tanque acusados de transportar petróleo ilícito.

A apreensão foi divulgada inicialmente pela agência Reuters, citando fontes que disseram que a operação estava sendo conduzida pela Guarda Costeira e pelas Forças Armadas americanas.

No mês passado, a Guarda Costeira dos EUA já havia tentado apreender o petroleiro quando ele estava próximo à Venezuela, mas as forças americanas não conseguiram embarcar no navio, que virou e fugiu. Enquanto seguia rumo ao nordeste, aeronaves de vigilância americanas monitoraram o petroleiro por dias antes da captura, conforme dados de rastreamento de voos.

Durante a perseguição, a tripulação pintou uma bandeira russa no casco, alegando que navegava sob proteção da Rússia. Pouco depois, a embarcação foi registrada oficialmente na Rússia com o novo nome Marinera. A Rússia apresentou um pedido diplomático formal no mês passado exigindo que os EUA interrompessem a perseguição.

Ao reivindicar o status de navio russo, a questão legal sobre a apreensão pode se complicar, mas autoridades americanas afirmaram que não reconhecem esse status e consideram a embarcação apátrida.

Os Estados Unidos também reposicionaram recursos militares no Reino Unido antes da apreensão, incluindo o envio de aviões de transporte e de ataque para bases aéreas britânicas, que participaram da operação de vigilância e apoio.

A ação faz parte de uma série de operações em que os EUA miraram petroleiros sancionados, como em 11 de dezembro, quando apoiaram a apreensão do navio Skipper na costa da Venezuela.

O presidente Donald Trump anunciou no mês passado um “bloqueio total” a petroleiros sancionados que tentem entrar ou sair da Venezuela, como forma de pressionar o regime venezuelano.

Os Estados Unidos também capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas na madrugada de sábado (3) e afirmaram que manterão o bloqueio como “moeda de pressão” sobre o governo interino venezuelano.

(*) Com informações da CNN Brasil

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