Matheus Moreira, um dos participantes do BBB 26, será investigado por homofobia dentro do reality show da Globo. Ele foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo na quinta-feira (22) por ter imitado, de forma pejorativa, os trejeitos de um homem gay.
Até esta sexta-feira (23), a Globo ainda não havia sido notificada oficialmente sobre o caso — o que deve ocorrer nos próximos dias, segundo o MP-SP.
Matheus foi acusado por Marcelo Alves, também participante do programa, de ter agido dessa forma durante a última festa do BBB, realizada no dia anterior à denúncia. O médico se emocionou e chegou a chorar nos braços de Breno Corã.
Juliano Floss também demonstrou incômodo com a situação e alertou Babu Santana de que não seria a primeira vez que atitudes semelhantes ocorreriam dentro da casa.
Segundo Floss, em determinado momento, o lutador cantou um hino homofóbico entoado em estádios por um time gaúcho. As atitudes de Matheus vêm gerando revolta entre os telespectadores, que passaram a pedir sua eliminação do programa nas redes sociais.
MP aceita denúncia e pede abertura de inquérito
A denúncia foi apresentada por Agripino Magalhães, deputado federal suplente por São Paulo e presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN. O Ministério Público de São Paulo aceitou os argumentos e vai solicitar a abertura de um inquérito para apurar o caso.
Nos últimos dias, Matheus tem acumulado polêmicas no confinamento por comentários considerados inadequados. Durante o jogo, ele acusou Ana Paula Renault de se aproximar de negros e minorias na casa por interesse.
Em conversa com outros participantes, também comentou sobre Gabriela Saporito, afirmando que ela não tinha “abertura de mundo” por ser virgem e que, por isso, teria dificuldade de lidar com “caras duros”.
Repercussão negativa nas redes sociais
Nas redes sociais, Matheus vem sendo alvo de críticas intensas. Diante da repercussão, sua equipe optou por limitar os comentários em seus perfis oficiais.
Através do seu instagram oficial, o perfil do brother se pronunciou sobre o caso.
“Uma coisa é o que as pessoas falam, outra coisa é o que realmente aconteceu. Chama o VAR.
É importante dizer com responsabilidade que, em nenhum momento, o Matheus teve a intenção de ofender, ridicularizar ou desrespeitar a comunidade LGBTQIAP+. Ainda na Casa de Vidro, ele já havia feito essa mesma brincadeira, baseada em um meme popular, o “trava na pose”, de forma leve e descontraída, sem qualquer conotação pejorativa ou de deboche.
Ao mesmo tempo, é necessário reconhecer o sentimento do Marcelo e de todas as pessoas que possam ter se sentido ofendidas. O impacto existe e não deve ser ignorado.
Em relação ao que foi dito sobre o Juliano, vale ter cuidado na interpretação. Nem toda fala, isoladamente, configura um ataque direto. Em muitos momentos, a leitura acaba sendo atravessada por antipatia pessoal, o que distorce a análise dos fatos.
O debate é válido, mas precisa ser feito com responsabilidade, sem distorções, rótulos fáceis ou julgamentos apressados”, publicou.
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