Um vídeo que circula nas redes sociais revelou uma confusão generalizada que terminou em agressões físicas dentro da Delegacia da Mulher, situada no bairro Parque 10 de Novembro, na zona Centro-Sul de Manaus. As imagens mostram o momento em que uma discussão entre um advogado e um policial civil evolui para pancadaria no interior da unidade policial.
Conforme informações preliminares, o desentendimento teve início após um bate-boca entre o advogado e uma delegada que atuava no local. A situação se agravou quando um policial civil tentou conduzir o homem, que permanecia sentado e se recusou a obedecer às ordens.
Ordem ignorada e início do tumulto
Nas imagens, é possível ouvir o policial elevar o tom de voz ao tentar fazer o advogado se levantar. “Vai ou não? Eu vou ter que usar força?”, grita o agente. Em seguida, o policial puxa o homem, o que desencadeia a confusão dentro da delegacia.
O episódio chama atenção por ocorrer dentro de uma unidade especializada no atendimento a mulheres vítimas de violência.
Vídeo:
Logo após a intervenção do policial, um homem que acompanhava o advogado entra na discussão para tentar defendê-lo. Em poucos segundos, a troca de palavras se transforma em pancadaria generalizada, envolvendo aproximadamente seis pessoas dentro da delegacia.
As imagens registram empurrões, socos e tentativas de contenção por parte de agentes, enquanto o tumulto se espalha pelo ambiente. Até o momento, não há informações oficiais sobre feridos nem sobre a necessidade de atendimento médico aos envolvidos.
Nota da Polícia Civil
Em nota, a Polícia Civil do Amazonas divulgou posicionamento oficial sobre o caso:
NOTA DE REPÚDIO
“A Polícia Civil do Estado do Amazonas repudia a conduta desrespeitosa de um advogado investigado por descumprimento de medida protetiva contra sua ex-esposa, em episódio ocorrido nos dias 29 e 30 de janeiro de 2026, na Delegacia da Mulher – Norte/Leste”.
“Após ter material desproporcional recusado nos autos, o advogado se exaltou dentro da unidade, perturbando o atendimento de vítimas em situação de vulnerabilidade. Em novo comparecimento, mesmo acompanhado por representantes da OAB, gravou vídeos em voz alta, desrespeitando o ambiente institucional e a privacidade das mulheres presentes. Diante da recusa em se retirar, foi necessário o apoio de policiais civis”.
“Seu filho foi autuado por lesão corporal e resistência ao investir contra um agente, e o advogado responderá por desacato e será investigado por calúnia, após divulgar alegações falsas de agressão, desmentidas por imagens internas e testemunhas”.
“A Polícia Civil reafirma o respeito ao exercício da advocacia, mas reitera que prerrogativas não se sobrepõem aos deveres de urbanidade, legalidade e respeito, especialmente em um espaço de acolhimento a mulheres vítimas de violência”.

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