A frase “ICE Out” (“Fora, Ice”, em tradução livre) ecoou em diversas cidades dos Estados Unidos neste fim de semana. Manifestantes foram às ruas com cartazes e cantos em uníssono para exigir o fim da repressão à imigração promovida pelo governo do presidente Donald Trump.

Além disso, os atos marcaram o segundo dia consecutivo de mobilizações. Na sexta-feira (30), uma greve nacional provocou o fechamento de escolas, locais de trabalho e empresas em diferentes regiões do país.

Trump orienta governo a não intervir sem pedido formal

Quando as manifestações começaram no sábado (31), o presidente Donald Trump afirmou que orientou a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, a não intervir em protestos ou distúrbios em cidades governadas por democratas, salvo se autoridades locais solicitassem formalmente apoio federal.

Enquanto isso, moradores das principais cidades norte-americanas passaram a demonstrar solidariedade a Minneapolis, onde os assassinatos de Alex Pretti e Renee Good mudaram o tom do debate nacional sobre a política de imigração e impulsionaram uma reação mais ampla contra as ações federais.

Atos se espalham por grandes cidades

As manifestações continuaram em centros urbanos como Minneapolis, Nova York, Los Angeles, Portland e Austin entre sexta-feira (30) e sábado (31).

Ao mesmo tempo, os protestos ganharam força diante do avanço de medidas de fiscalização migratória e da intensificação das operações conduzidas por agentes federais.

Decisões judiciais ampliam tensão

Nos tribunais, diversas ações legais contra as políticas de imigração do governo Trump seguem em andamento. No sábado (31), um juiz federal determinou a libertação de Liam Conejo Ramos, de 5 anos, e de seu pai, que estavam detidos em um centro de imigração no Texas.

De acordo com o deputado texano Joaquin Castro, Liam e o pai retornaram a Minneapolis na manhã deste domingo (1), após permanecerem mais de uma semana sob custódia.

A detenção da criança tornou-se mais um símbolo das críticas às táticas de fiscalização migratória adotadas por agentes federais, além de intensificar a indignação de moradores e autoridades locais.

Operação federal gera disputa entre governos

Paralelamente, outro juiz negou um pedido para suspender a Operação Metro Surge, ação federal que mobilizou milhares de agentes de imigração para Minneapolis.

No início do mês, autoridades estaduais e municipais entraram com uma ação judicial contra o governo federal, classificando a operação como uma “invasão federal”, marcada por prisões sem mandado e uso excessivo da força.

Embora o Departamento de Segurança Interna tenha comemorado a decisão que permite a continuidade da operação enquanto o processo tramita, gestores locais e estaduais declararam estar “desapontados” e reafirmaram o compromisso de seguir com a ação judicial.

Leia mais: Isenção do IR para salários até R$ 5 mil começa a valer em fevereiro