Uma mulher de 21 anos foi presa pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) pelo crime de tortura qualificada contra o próprio filho, de seis anos, em Novo Airão, a 115 quilômetros de Manaus. O padrasto da criança, de 25 anos, responsável por arremessá-la pela janela da residência, segue procurado pela polícia.

Crime registrado em vídeo

O crime ocorreu no dia 3 de fevereiro, na comunidade Fazendinha, zona rural do município. As investigações começaram após o pai da criança receber um vídeo gravado pelo avô do menino, que denunciou o caso à polícia.

“O avô registrou o momento em que a criança chorava, logo após ter sido arremessada pela janela durante um acesso de raiva do padrasto, que estava na residência”, explicou o delegado Rodrigo Monfroni.

Omissão da mãe agravou a situação

A criança ficou gravemente ferida, mas a mãe optou por levá-la a um rezador em vez de um hospital, retornando posteriormente à residência com o agressor. Exames médicos confirmaram fratura no braço esquerdo, dores intensas e ausência de qualquer tipo de imobilização. O menino relatou que as agressões eram frequentes.

Classificação como tortura qualificada

Diante do contexto de sofrimento contínuo, a polícia trata o caso como tortura-castigo qualificada por lesão corporal grave. O delegado destacou que a mãe, ao permitir que o filho continuasse a sofrer e não buscar atendimento médico adequado, é responsável por omissão grave, prevista com punições severas na legislação.

O padrasto continua foragido, enquanto a mãe permanece à disposição do Poder Judiciário e responderá pelo crime de tortura qualificada.

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