A Igreja Católica no Brasil atravessa um período de possíveis mudanças em algumas de suas principais arquidioceses. Isso ocorre porque arcebispos que atingem 75 anos devem, conforme o Código de Direito Canônico, apresentar carta de renúncia ao papa, que decide se aceita de imediato ou se pede que permaneçam no cargo por mais tempo.
Na Arquidiocese de Manaus, o cardeal Leonardo Ulrich Steiner completou 75 anos em novembro de 2025. Ele apresentou sua renúncia, no entanto, o Papa Leão XIV solicitou que ele permaneça à frente da arquidiocese por mais dois anos.
Steiner lidera a arquidiocese desde 2019, quando foi nomeado pelo Papa Francisco. Em 2022, tornou-se cardeal, sendo o primeiro da Amazônia a receber o título, gesto que teve forte significado simbólico após o Sínodo para a Amazônia.
Outras arquidioceses em situação semelhante
Além de Manaus, outras sedes importantes do país têm arcebispos que já alcançaram ou estão próximos da idade canônica para apresentação da renúncia:
- A Arquidiocese de São Paulo, liderada pelo cardeal Odilo Pedro Scherer;
- A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, conduzida pelo cardeal Orani João Tempesta;
- A Arquidiocese de Aparecida, sob responsabilidade do arcebispo Orlando Brandes.
Essas arquidioceses estão entre as mais relevantes do país, seja pelo número de fiéis, pela dimensão pastoral ou pelo papel histórico que desempenham na Igreja brasileira.
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