Ao menos 23 pessoas morreram e 47 estão desaparecidas na Zona da Mata de Minas Gerais devido às chuvas que atingem a região desde a noite de segunda-feira (23).
Juiz de Fora, uma das cidades mais afetadas, registra 16 óbitos confirmados e 43 desaparecidos, segundo o Corpo de Bombeiros. Já em Ubá, a 111 quilômetros de distância, sete pessoas morreram e quatro estão desaparecidas.
Calamidade pública é decretada
Diante da gravidade da situação, a prefeita Margarida Salomão (PT) decretou estado de calamidade pública em Juiz de Fora ainda na madrugada desta terça-feira. O governo federal reconheceu o decreto.
As mortes na cidade ocorreram nos seguintes bairros:
- Cinco no bairro JK
- Quatro no bairro Santa Rita
- Dois na Vila Ideal
- Uma no bairro Lourdes
- Uma na Vila Alpina
- Uma no bairro São Benedito
- Uma na Vila Olavo Costa
Em Ubá, o prefeito José Damato Neto (PSD) também decretou calamidade pública após o município registrar cerca de 170 mm de chuva em aproximadamente três horas e meia.
Além disso, o governador Romeu Zema decretou luto oficial de três dias. Ele deve se deslocar para a região ainda nesta semana. “Minas está presente e fará tudo o que estiver ao seu alcance para amenizar esse sofrimento”, afirmou.
O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, informou que equipes da Defesa Civil Nacional seguem para Juiz de Fora para reforçar os trabalhos.
Soterramentos e desabamentos agravam cenário
Segundo a prefeita Margarida Salomão, o temporal provocou ao menos 20 soterramentos de imóveis, principalmente na região sudeste do município. A Defesa Civil atendeu 251 ocorrências relacionadas à chuva.
No bairro Parque Jardim Burnier, uma encosta deslizou e 12 imóveis foram soterrados. No local, ao menos quatro mortes foram registradas e 17 pessoas estão desaparecidas.
Na manhã desta terça-feira, equipes localizaram uma mulher com vida na rua do Carmelo, no bairro Paineiras.
Em Ubá, o rio Ubá atingiu 7,82 metros, causando inundações em diversos bairros, ruas e estabelecimentos comerciais. A prefeitura atendeu 18 ocorrências e informou que três pontes ficaram totalmente danificadas.
Também houve o desabamento de três imóveis na avenida Cristiano Roças e de uma residência na rua da Harmonia.
Atualmente, 136 militares do Corpo de Bombeiros atuam na região — 108 em Juiz de Fora e 28 em Ubá — com apoio da Defesa Civil e voluntários.

Desabrigados e impactos urbanos
Até o momento, 440 pessoas estão desabrigadas e receberam acolhimento provisório da prefeitura. Os atingidos foram encaminhados para três escolas do município.
O volume extremo de chuva também provocou o transbordamento do rio Paraibuna, além da interdição da ponte Vermelha e do túnel Mergulhão. Agentes de trânsito orientam motoristas após as intercorrências.
Deslizamentos bloquearam a serra dos Bandeirantes e a Garganta Dilermando. Já na avenida Brasil, a queda de árvores prejudicou o tráfego. Pelo menos dez pontos da cidade registraram alagamentos.
Desabrigados e impactos urbanos
Até o momento, 440 pessoas estão desabrigadas e receberam acolhimento provisório da prefeitura. Para garantir assistência imediata, o município encaminhou os atingidos para três escolas.
Além das perdas humanas, o volume extremo de chuva provocou o transbordamento do rio Paraibuna. Consequentemente, a ponte Vermelha e o túnel Mergulhão foram interditados. Desde então, agentes de trânsito orientam motoristas nas áreas afetadas.
Também houve deslizamentos que bloquearam a serra dos Bandeirantes e a Garganta Dilermando. Já na avenida Brasil, a queda de árvores prejudicou o tráfego. Ao todo, pelo menos dez pontos da cidade registraram alagamentos, embora alguns já tenham sido liberados.
Fevereiro mais chuvoso da história
Juiz de Fora enfrenta, até agora, o fevereiro mais chuvoso de sua história. O acumulado chega a 589 mm — o dobro do esperado para o mês. Por isso, a cidade registra quedas de árvores, bairros ilhados e inúmeros deslizamentos.
“É uma situação extrema, que permite medidas extremas”, disse a prefeita.
Em razão do cenário crítico, as aulas estão suspensas. Além disso, os servidores da sede da prefeitura atuam em regime remoto. O decreto de calamidade tem validade de 180 dias e, assim, agiliza o recebimento de recursos estaduais e federais.
Segundo Margarida Salomão, o município precisará de mobilização de voluntários para ajudar as famílias atingidas. “Estamos nos desdobrando para socorrer as pessoas e salvar vidas”, afirmou.
Nova frente fria pode intensificar chuvas
Por fim, a Defesa Civil estadual alerta que uma nova frente fria pode provocar mais chuvas intensas nesta quarta-feira, especialmente na Zona da Mata, no sul e no sudoeste de Minas Gerais.
Enquanto isso, moradores compartilham nas redes sociais vídeos de resgates, casas desmoronando e pedidos de ajuda. “Uma casa desmoronou e tem uma pessoa presa”, diz texto de um pedido de socorro feito pelo Instagram. Segundo relato, um morador do Grajaú afirmou que não conseguia contato com o Corpo de Bombeiros.
Portanto, as autoridades mantêm a mobilização total. A prioridade, neste momento, permanece no resgate de vítimas, na busca por desaparecidos e na proteção das áreas de risco.
(*) Com informações da Folha de S.Paulo
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