O Governo do Amazonas ultrapassou a marca de 1.214.250 vagas de qualificação profissional entre 2019 e 2025, por meio do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). Ao todo, a instituição ofertou 540 cursos na capital e nos 62 municípios do estado.

A política estadual ampliou a formação em áreas ligadas à indústria, tecnologia, setor primário, serviços e inclusão social. Dessa forma, o governo busca alinhar a capacitação profissional às demandas do mercado de trabalho.

Qualificação integra estratégia de desenvolvimento

Segundo o governador do Amazonas e presidente estadual do União Brasil, Wilson Lima, a qualificação profissional integra a política de desenvolvimento econômico do estado. Ele afirma que a economia local depende do Polo Industrial de Manaus, da expansão dos serviços e do fortalecimento do setor primário.

“Na prática, ampliar a oferta significa aumentar a base de trabalhadores aptos a ingressar ou se reposicionar no mercado formal, elevar a produtividade e reduzir o descompasso entre a demanda das empresas e a disponibilidade de mão de obra qualificada”, afirma o governador.

Cursos acompanham novas demandas do mercado

Além de ampliar vagas, o Cetam diversificou as áreas atendidas. Na frente tecnológica e industrial, incluiu formações ligadas à Indústria 4.0, automação e inovação digital. Também passou a oferecer cursos como Introdução à Inteligência Artificial.

No setor de serviços, ampliou capacitações voltadas à manutenção e ao suporte técnico de equipamentos eletrônicos. Já no eixo do setor primário, reforçou cursos direcionados à produção rural.

Também expandiu formações voltadas à inclusão e ao atendimento especializado, com qualificação para atuação junto a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“Seguindo a orientação do governador Wilson Lima, o Cetam implantou cursos alinhados às novas tendências do mercado de trabalho, como Introdução à Inteligência Artificial, e fortaleceu formações tradicionais, como as áreas de Enfermagem e Informática. Também ampliamos a rede na capital e no interior para levar mais educação profissional e tecnológica de qualidade a quem precisa”, declara o diretor-presidente do Cetam, Fábio Albuquerque.

Infraestrutura cresce na capital e no interior

A expansão dos cursos exigiu reforço na estrutura física. Em Manaus, o número de unidades próprias dobrou, passando de três para seis. Foram inaugurados centros nos bairros Galileia, na zona Norte; Aníbal Beça, na zona Leste; e a Escola de Gastronomia Bernardo Ramos, no Centro.

No interior, a rede passou de quatro para sete unidades próprias, com novas estruturas em Parintins, Silves e Benjamin Constant. As unidades contam com laboratórios de informática, mecânica, estética e gastronomia, que simulam ambientes de trabalho.

Interiorização alcança os 62 municípios

A política de interiorização hoje atende os 62 municípios do Amazonas. O Cetam também oferta cursos em comunidades indígenas, como em Alvarães e Careiro da Várzea, além de vagas destinadas ao sistema prisional.

Parte das capacitações ocorre nos Centros Estaduais de Convivência da Família e do Idoso. Ao mesmo tempo, o governo ampliou a presença territorial e o volume anual de vagas.

O secretário da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Amazonas (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais do Amazonas (UGPE), Marcellus Campêlo, afirma que a infraestrutura contribui para dinamizar economias locais.

“Quando levamos uma unidade equipada para o interior, ampliamos as oportunidades de geração de renda no próprio município e fortalecemos cadeias produtivas regionais”, declarou.

Ele acrescenta que, entre 2019 e 2025, a política estadual ampliou a presença territorial, diversificou as áreas de formação e elevou o número anual de vagas. “Com atuação consolidada em todo o estado e foco na elevação do capital humano, o governo ampliou o potencial produtivo regional”, afirma Marcellus Campêlo.

(*) Com informações da assessoria