A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 25º Distrito Integrado de Polícia (DIP), prendeu oito integrantes de uma organização criminosa na terça-feira (24). Eles são investigados por lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documentos.

Foram presos Adrião Severiano Nunes Junior, Bruno Muniz Rodrigues, Carla Castro da Silva, Gabriel Azevedo da Fonseca, João Pedro Guimarães de Araújo, Raquel Souza da Silva, Tayana Graça da Silva Ale e Tony Philip Ferreira da Silva.

Prisões, buscas e apreensões

Os policiais cumpriram oito mandados de prisão, nove mandados de busca domiciliar e três empresariais, incluindo um no estado do Rio de Janeiro. Três investigados permanecem foragidos: Anderson Ricardo Lima dos Santos, Carlos Augusto da Silva Freitas e Emanuelle Rosa Ramos dos Santos.

Em Manaus, as equipes realizaram 12 mandados de busca e apreensão em diversos bairros, incluindo a empresa alvo da investigação. Durante as diligências, os policiais apreenderam 32 veículos (28 carros e quatro motocicletas), uma arma de fogo, munições, documentos, notebooks, pendrives e discos rígidos.

Todos os veículos foram levados à Delegacia Geral (DG). Os investigados responderão pelos crimes citados e permanecem à disposição da Justiça.

Delegados explicam o esquema

O delegado geral da PC-AM, Bruno Fraga, afirmou:

“Trata-se de uma investigação que identificou núcleos diretivos e executores responsáveis pela lavagem de dinheiro, integrantes de uma sofisticada organização criminosa voltada à prática de crimes de estelionato, lavagem de capitais, falsidade ideológica e delitos contra o sistema financeiro, que movimentou mais de R$ 75 milhões oriundos de golpes aplicados contra diversas vítimas”.

O delegado Leonardo Marinho, titular do 25º DIP, explicou que as investigações começaram após boletins de ocorrência e depoimentos de testemunhas e ex-funcionários de uma empresa que captava clientes interessados em rendimentos financeiros.

“A empresa prometia ganhos vultosos de forma fraudulenta a vítimas, como servidores públicos, utilizando dados do Portal da Transparência para induzi-las à contratação de empréstimos bancários. Os valores eram rapidamente transferidos para contas controladas pela organização criminosa, sendo firmados contratos de cessão de crédito com o objetivo de dar aparência de legalidade às operações”.

Funcionamento do golpe

O esquema previa que os clientes receberiam parcelas dos empréstimos acrescidas de valores adicionais. No entanto, após alguns pagamentos iniciais, os repasses foram interrompidos, causando prejuízos significativos.

Além disso, os investigadores constataram que parte dos presos era formada por ex-funcionários de outra empresa envolvida em pirâmide financeira. Esses indivíduos aplicaram a experiência adquirida na empresa atualmente investigada.

“Foram realizadas diversas análises de vínculos entre os investigados, o que permitiu identificar que a organização era totalmente estruturada, com membros diretivos e sócios da empresa, Bruno e João, ambos já presos, contando ainda com o apoio de Anderson”, explicou Marinho.

Estrutura da organização criminosa

O núcleo operacional incluía Carla, Tayana, Raquel e Emanuelle (foragida). O núcleo responsável pela lavagem de dinheiro era formado por Adrião, Carlos, Gabriel e Tony, que movimentavam recursos financeiros para dar aparência de legalidade às transações.

“Nesse tipo de golpe, os criminosos atraíam vítimas com promessa de retornos garantidos, pagos com recursos de novos participantes. Com a interrupção da entrada de novos investidores, o sistema colapsa, causando prejuízos expressivos às vítimas”, detalhou o delegado.

Procurados e disque-denúncia

A PC-AM solicita informações sobre o paradeiro de Anderson Ricardo Lima dos Santos, Carlos Augusto da Silva Freitas e Emanuelle Rosa Ramos dos Santos pelos números:

  • (92) 3667-7625 (apenas ligações) – 25º DIP
  • 197 ou (92) 3667-7575 – PC-AM
  • 181 – SSP-AM

A identidade do denunciante será mantida em sigilo absoluto.

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