O Conselho Curador do FGTS aprovou a ampliação das faixas de renda e dos tetos de financiamento do programa Minha Casa Minha Vida, medida que deve aquecer o mercado imobiliário de Manaus em 2026.

A atualização eleva os limites de renda em todas as faixas:

  • Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
  • Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000
  • Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
  • Faixa 4: até R$ 13 mil

Além disso, o teto dos imóveis financiados também foi ampliado:

  • Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil
  • Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil

Ampliação das faixas impulsiona acesso à moradia

O programa organiza os beneficiários por faixa de renda, oferecendo subsídios maiores para famílias de menor renda e condições de financiamento com juros reduzidos.

Segundo Henrique Medina, presidente da ADEMI-AM, a medida amplia significativamente o público atendido e dá mais oportunidades para financiamento com subsídios:

“Você abre o leque e dá a possibilidade de muito mais famílias poderem ter acesso à condição máxima de subsídio. Muitas vezes o cliente tinha renda suficiente para financiar, mas ficava fora da faixa. Agora ele volta a se enquadrar”, afirma.

Mercado imobiliário em Manaus em 2025 prepara terreno para 2026

Em 2025, Manaus registrou crescimento de 24,2% nas vendas de imóveis novos, movimentando R$ 3,168 bilhões, frente a R$ 2,55 bilhões em 2024.

O segmento econômico, impulsionado pelo Minha Casa Minha Vida, concentrou mais de 90% dos lançamentos no último trimestre do ano, consolidando o programa como protagonista do mercado local.

Perspectiva de crescimento para 2026

Com as novas faixas de renda e tetos de financiamento, o setor projeta expansão de cerca de 5% no volume de vendas em 2026, com expectativa de aumento de lançamentos e maior participação de famílias no programa.

“É uma notícia muito positiva, que já começa a refletir no mercado. A tendência é que as empresas ampliem seus lançamentos, trazendo mais produtos, especialmente para esse público que agora passa a ter mais acesso ao crédito. A expectativa é que 2026 seja ainda melhor que 2025”, avalia Henrique Medina.

Desafios para o setor

Apesar do cenário favorável, o setor enfrenta pressão nos custos de construção, como aumento de cimento, insumos e combustível.

“O aumento das faixas de renda e dos subsídios ajuda a compensar esse cenário. É um momento positivo para o setor, mas que exige equilíbrio e planejamento”, conclui Medina.

(*) Com informações da assessoria