O Irã negou a passagem de navios dos EUA em Ormuz nesta segunda-feira (4) e contestou publicamente a versão divulgada pelo governo americano sobre a travessia de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz. Em meio ao impasse, o preço do petróleo Brent disparou 5% e ultrapassou os US$ 114 por barril.
A negativa foi divulgada pela Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana, que classificou como falsas as informações anunciadas horas antes por autoridades dos Estados Unidos.
Irã contesta versão americana sobre travessia em Ormuz
Segundo o comunicado iraniano, nenhum navio comercial ou petroleiro com bandeira dos EUA cruzou o estreito nas últimas horas.
“Nenhum navio comercial ou petroleiro passou pelo Estreito de Ormuz nas últimas horas”, afirmou a Guarda Revolucionária.
Entretanto, o Comando Central dos EUA havia informado anteriormente que dois navios comerciais americanos atravessaram a região sob escolta de navios de guerra.
EUA dizem ter escoltado embarcações com força militar
De acordo com os militares americanos, a operação integra o plano anunciado por Donald Trump para restabelecer o comércio marítimo na região.
A missão, segundo os EUA, inclui:
- navios de guerra com mísseis guiados
- mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas
- cerca de 15 mil militares mobilizados
Além disso, Washington afirmou que novas escoltas podem ocorrer nos próximos dias.
Irã amplia controle militar sobre o Estreito de Ormuz
Em resposta, a Guarda Revolucionária divulgou um novo mapa com áreas ampliadas de controle marítimo no Estreito de Ormuz, estabelecendo duas novas linhas de segurança que, segundo Teerã, passam a funcionar como fronteiras de controle.
Dessa forma, o Irã reforça sua presença militar sobre uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta.
Petróleo dispara após tensão no Oriente Médio
Com a escalada da crise, o mercado reagiu imediatamente. O barril do petróleo Brent, referência internacional, subiu 5% nesta segunda-feira.
O aumento ocorre porque cerca de 20% do petróleo mundial transita pelo Estreito de Ormuz, considerado uma das passagens marítimas mais importantes do planeta para o setor energético.
Irã condiciona reabertura de Ormuz ao fim da guerra
As autoridades iranianas afirmam que o estreito só poderá operar normalmente após negociações diplomáticas que encerrem os conflitos na região.
Além disso, o major-general Ali Abdollahi alertou navios comerciais e petroleiros para que não atravessem a área sem coordenação prévia com as Forças Armadas iranianas.
“Devem se abster de qualquer tentativa de passar pelo Estreito de Ormuz sem coordenação”, declarou.
Relatos de ataques elevam tensão na região
Nas últimas 24 horas, surgiram relatos de ataques contra dois navios comerciais no Estreito de Ormuz.
Enquanto isso:
- o Irã afirma ter impedido a passagem de navios ligados aos EUA e Israel
- militares iranianos alegam ter atingido um navio de guerra americano
- os EUA negam qualquer dano à sua frota
Assim, a crise no Estreito de Ormuz amplia a instabilidade geopolítica global e mantém o mercado internacional em alerta.
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