A história da grávida espancada por patroa no Maranhão chocou moradores de Paço do Lumiar e ganhou repercussão nacional após a vítima denunciar sessões de agressões físicas e psicológicas. A empregada doméstica Samara Regina, grávida de quase seis meses, afirmou que sofreu socos, tapas, ameaças com arma de fogo e tortura após a empresária Carolina Estela Ferreira dos Anjos acusá-la de furtar um anel.
Segundo a vítima, a violência durou cerca de uma hora. Além disso, ela contou que a agressora colocou uma arma dentro de sua boca durante as ameaças.
Grávida espancada por patroa no Maranhão sofreu tortura
De acordo com a investigação, o caso aconteceu no dia 17 de abril, mas só veio à tona semanas depois, quando Samara procurou ajuda de um amigo delegado.
A polícia informou que a empresária acusou a funcionária de furtar um anel dentro da residência. No entanto, mesmo negando qualquer participação no desaparecimento do objeto, Samara sofreu agressões contínuas.
Segundo a vítima, a empresária puxou seus cabelos, derrubou-a no chão e iniciou uma sequência de violência física.
“Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros… foi sem parar”, relatou.
Além disso, Samara afirmou que os agressores ignoraram completamente sua gravidez.
Violência durou cerca de uma hora
A vítima contou que sofreu agressões físicas e psicológicas durante aproximadamente uma hora dentro da residência.
Além dos socos e tapas, a empresária ameaçou Samara com uma arma de fogo. Segundo a denúncia, Carolina chegou a colocar a arma na boca da empregada doméstica.
Por causa da violência, a vítima afirmou que ainda enfrenta traumas emocionais semanas após o caso.
OAB pediu prisão preventiva da empresária
Nesta quarta-feira (6), a Comissão de Direitos Humanos da OAB do Maranhão pediu a prisão preventiva da empresária Carolina Estela Ferreira dos Anjos.
Segundo a comissão, a gravidade das agressões e os relatos apresentados pela vítima justificam medidas mais rigorosas durante as investigações.
Além disso, o caso gerou forte repercussão nas redes sociais e mobilizou entidades de defesa dos direitos humanos.
Policiais militares acabaram afastados
Quatro policiais militares que atenderam a ocorrência acabaram afastados das funções após a divulgação de áudios atribuídos à empresária.
Nas gravações, Carolina afirma que evitou ser levada para a delegacia porque conhecia um dos policiais que atenderam a ocorrência.
“Parou uma viatura no meio da rua. Veio um policial que me conhecia. Sorte minha, né?”, afirmou.
Além disso, outra declaração da empresária provocou revolta nas redes sociais.
“Era para ter ficado era mais, não era para ter saído viva”, disse no áudio.
SSP afirma que investigação está avançada
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que o inquérito segue em fase avançada.
No entanto, o órgão afirmou que não divulgará novas informações neste momento para evitar prejuízos às investigações.
Enquanto isso, a Polícia Civil continua apurando os crimes denunciados pela vítima.
Empresária já tinha condenação anterior

Além do caso atual, Carolina Estela já respondeu anteriormente na Justiça por acusar uma ex-babá de roubo.
Em 2025, a Justiça condenou a empresária pelo crime de calúnia após ela acusar uma funcionária de furtar uma pulseira de ouro.
Apesar da condenação, a Justiça substituiu a pena por prestação de serviços comunitários.
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