Entre a maternidade e o empreendedorismo, mulheres em Manaus transformam a rotina em fonte de renda. Além do trabalho formal, muitas mães investem em negócios próprios para ampliar a renda familiar e conquistar mais autonomia.

A rotina começa cedo e termina tarde. No meio disso, elas conciliam os cuidados com os filhos, o trabalho e a administração dos empreendimentos. As histórias revelam desafios diários, mas também estratégias para garantir estabilidade financeira e construir oportunidades para a família.

É o caso de Bianca Viana, de 28 anos, analista de marketing e mãe de duas meninas. Além do trabalho no Grupo Queiroz, ela administra, ao lado do marido, uma pastelaria e uma açaiteria.

“Minha rotina é intensa. Começa bem cedo e termina depois de cuidar do trabalho, dos negócios e das minhas filhas. Me sinto grata por trabalhar em um ambiente tão enriquecedor, que me motiva a crescer como profissional. Ter esse suporte faz com que eu consiga equilibrar melhor a maternidade, o empreendedorismo e minha carreira”, relata.

Segundo Bianca, o empreendedorismo surgiu como uma forma de ampliar a renda da família e construir um patrimônio próprio.

“Foi assim que conseguimos comprar nosso primeiro carro. Não é só sobre dinheiro, mas proporcionar mais conforto e oportunidades que não tivemos, agora para nossas filhas”, afirma.

Rotina intensa entre trabalho e maternidade

Apesar dos avanços, Bianca afirma que conciliar diferentes responsabilidades ainda é um desafio. Ela destaca que o desgaste emocional pesa mais do que o físico.

“Existe o cansaço físico, mas o mais desafiador é o psicológico. Equilibrar tudo e, ao mesmo tempo, lidar com a sensação de não estar sendo suficiente em alguma área. Porém, acredito muito que ser mãe também me tornou uma profissional ainda mais forte, estratégica e sensível. No fim, tudo se conecta: a mulher, a mãe, a profissional e a empreendedora”, diz.

Além disso, ela ressalta a importância do ambiente de trabalho nesse processo. Bianca descobriu a gravidez durante o período de experiência no emprego e afirma que recebeu apoio da empresa.

“Fui respeitada e apoiada. Me enxergaram como profissional, não apenas como uma mulher grávida. Isso fez toda a diferença para eu continuar e crescer”, conta.

Rotina intensa entre trabalho e maternidade

A história de Évelyn Santos, de 37 anos, mostra outro cenário do empreendedorismo materno. Após enfrentar o desemprego, ela encontrou na confeitaria uma forma de gerar renda e acompanhar mais de perto a rotina dos filhos.

“Percebi que eles precisavam de um cuidado mais próximo. Investir na produção de doces me permitiu acompanhar meus filhos de perto e isso fez toda a diferença”, afirma.

O negócio começou com a venda de brownies e cresceu gradualmente, com a inclusão de novos produtos e técnicas de produção.

Hoje, além de garantir renda, a confeitaria também se tornou um espaço de aprendizado para os filhos. “Envolvo meus filhos na rotina, ensino sobre organização e educação financeira. É algo que pode impactar o futuro deles também”, destaca.

Parte desse crescimento aconteceu por meio da capacitação profissional. Évelyn participa das oficinas de confeitaria oferecidas pelo Grupo Queiroz, na Academia do Chef, onde aprendeu técnicas de preparo e noções de precificação.

“No início, eu não sabia calcular custos, fazia tudo no achismo. Depois das oficinas, passei a entender melhor o negócio e me senti mais segura para crescer”, relata.

Além da formação, ela utiliza a rede como fornecedora dos produtos usados na produção. “Hoje encontro em um só lugar tudo o que preciso, desde produtos para confeitaria até itens de apoio para a casa. Isso facilita muito a rotina”, completa.

Maternidade impulsiona busca por autonomia

Apesar das trajetórias diferentes, Bianca e Évelyn compartilham o mesmo objetivo: transformar a maternidade em motivação para construir um futuro melhor para os filhos.

Seja para ampliar a renda, conquistar autonomia financeira ou garantir mais estabilidade para a família, elas transformam os desafios da rotina em oportunidades.

“Desistir não é uma opção”, resume Bianca. “Nem todos os dias são bons, mas é a constância que faz a gente seguir e construir algo maior”.

(*) Com informações da assessoria

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