O futebol brasileiro vive um momento histórico em 2026. Pela primeira vez, uma equipe formada integralmente por atletas indígenas passou a disputar oficialmente uma competição profissional organizada dentro do sistema da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O clube, chamado Originários, estreou com vitória e já se tornou símbolo de representatividade e inclusão no esporte nacional.
Com sede em Maricá, no Rio de Janeiro, o projeto reúne jogadores de 13 etnias diferentes, vindos de dez estados brasileiros. Todos os atletas possuem o Registro Administrativo de Nascimento de Indígena (Rani), documento que comprova a origem indígena dos participantes.
Estreia histórica no Campeonato Carioca
O Originários disputa a Série C do Campeonato Carioca graças a uma parceria estratégica com o tradicional Ceres, clube que cedeu sua vaga na competição.
A solução permitiu ao projeto superar os altos custos de filiação e taxas federativas, que poderiam ultrapassar R$ 1,3 milhão para a criação de um novo clube profissional no Brasil.
Dentro de campo, o início foi positivo. Na estreia oficial, a equipe venceu por 2 a 0 e chamou atenção não apenas pelo desempenho esportivo, mas também pela forte representação cultural levada ao gramado.
Jogadores atuaram com pinturas tradicionais indígenas, reforçando a identidade cultural do projeto.
Futebol como ferramenta de inclusão
Segundo o técnico Huberlan Silva, o objetivo do Originários vai além dos resultados esportivos.
“O atleta indígena só precisa de oportunidade e orientação. Bem trabalhado, ele performa como qualquer outro”, afirmou.
A proposta do clube é utilizar o futebol como instrumento de inclusão social, valorização cultural e incentivo para jovens indígenas enxergarem o esporte profissional como possibilidade de carreira.
Equipe feminina já está nos planos
O projeto também prevê expansão para o futebol feminino. A diretoria trabalha para lançar uma equipe formada por mulheres indígenas em 2027, ano em que o Brasil sediará a Copa do Mundo Feminina.
A iniciativa busca ampliar ainda mais a representatividade dos povos originários no cenário esportivo nacional.
*Com informações da IstoÉ
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