O piloto de helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PC-RJ), Felipe Marques Monteiro, de 45 anos, morreu neste domingo (17), um ano após ser baleado por fuzil durante uma operação na Vila Aliança, no Rio de Janeiro.
Felipe estava hospitalizado desde março de 2025, quando foi atingido por um tiro de fuzil no pescoço enquanto sobrevoava a comunidade em um helicóptero do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). O disparo perfurou o crânio do policial, que passou por diversas cirurgias e permaneceu em coma por um longo período.
Nos últimos dias, o estado de saúde do piloto havia piorado após complicações de uma cirurgia de prótese craniana realizada em abril. Segundo a esposa dele, Keidna Marques, Felipe sofreu uma grave infecção no organismo e precisou receber medicamentos mais fortes para tentar conter o avanço do quadro clínico.
Felipe Monteiro havia recebido alta do Hospital São Lucas em dezembro do ano passado, após nove meses internado, e seguia em tratamento de reabilitação.
Operação
O ataque aconteceu em 20 de março, durante uma operação da Polícia Civil na Vila Aliança, em Bangu. O helicóptero em que Felipe atuava como copiloto foi alvo de disparos feitos por criminosos armados com fuzis. Um suspeito de participar do ataque foi preso em maio, mas outros envolvidos continuam foragidos.
Em nota nas redes sociais, o Governo do Rio de Janeiro lamentou a morte do policial e destacou a coragem do agente durante a atuação na segurança pública.
“O Governo do Rio lamenta profundamente a morte do policial civil e piloto da CORE, Felipe Monteiro
Marques. Prestamos solidariedade à esposa, aos familiares, amigos e companheiros da Polícia Civil, reconhecendo sua bravura e dedicação à segurança da população fluminense. A coragem e o legado de Felipe Monteiro Marques permanecerão na memória da segurança pública do nosso estado”, informou o comunicado.

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