Rio de Janeiro (RJ) – O técnico Carlo Ancelotti convocou a Seleção Brasileira sem nenhum jogador que atuou prioritariamente como lateral-direito nesta temporada.
A decisão reforça uma tendência cada vez mais comum no futebol mundial: utilizar zagueiros adaptados nas laterais para aumentar a solidez defensiva e melhorar a saída de bola.
Estratégia já foi usada por campeões mundiais
A alternativa adotada por Ancelotti já apareceu em seleções campeãs mundiais e em grandes clubes da Europa.
Nos últimos anos, equipes vencedoras passaram a utilizar defensores com características mais físicas e defensivas pelos lados do campo. A estratégia prioriza equilíbrio tático, força na marcação e segurança em jogos decisivos.
Além disso, muitos treinadores utilizam laterais mais defensivos para liberar os pontas e meias ofensivos no ataque.
Finalistas da Champions seguem mesma tendência
Clubes finalistas da UEFA Champions League também adotaram o modelo com zagueiros ou defensores híbridos atuando pelas laterais.
A mudança acompanha a evolução tática do futebol europeu, que exige jogadores versáteis e com maior capacidade de recomposição defensiva.
Na prática, os laterais deixam de atuar apenas como apoio ofensivo e passam a integrar uma linha defensiva mais compacta durante a fase sem bola.
Seleção Brasileira busca equilíbrio defensivo
A escolha de Ancelotti indica uma tentativa de fortalecer o sistema defensivo da Seleção Brasileira, especialmente em jogos de alto nível internacional.
Sem laterais ofensivos de origem entre os convocados, a tendência é que jogadores com perfil mais defensivo assumam a função pelos lados do campo.
Entre os nomes observados para a posição está Wesley França, que atuou adaptado na ala esquerda da Roma durante a temporada europeia.
A proposta de Ancelotti busca dar mais consistência defensiva sem comprometer a qualidade da saída de bola e da construção ofensiva da equipe brasileira.
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