O deputado federal Sidney Leite (PSD-AM), integrante da comissão especial da PEC do fim da jornada 6×1, declarou voto favorável à proposta durante o Seminário Câmara Pelo Brasil, realizado na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em Manaus.
Ao lado do relator da proposta, Léo Prates (Republicanos-BA), o parlamentar afirmou que pretende contribuir com o debate sem desconsiderar os impactos econômicos para pequenos e médios empresários.
“Queremos contribuir com esse debate não só com a nossa votação favorável à proposta, mas também temos de ter responsabilidade com o médio e o pequeno empreendedor, principalmente do comércio, para que ele não quebre o seu negócio, num país já extremamente desigual”, afirmou.
Sidney Leite defende avanço nas relações de trabalho
Durante o seminário, Sidney Leite afirmou que a proposta pode fortalecer as relações de emprego e ampliar a participação das entidades sindicais nos acordos coletivos.
“O desafio está posto pelo parlamento. Avançar na educação pública para o trabalho e começar a grande revolução tecnológica, não só para melhorar salários, mas para ampliar a participação num debate tão importante para o povo brasileiro”, disse o deputado.
Além disso, o parlamentar destacou que a discussão sobre a redução da jornada de trabalho precisa considerar produtividade e desenvolvimento econômico.
Relator rejeita transição de dez anos
Durante o evento, o relator da proposta, Léo Prates, rejeitou incluir no parecer uma regra de transição de dez anos para a implementação da nova jornada de trabalho. A medida vinha sendo defendida por representantes do setor econômico e integrantes da oposição.
“Eu garanto: eu não botarei minha assinatura em uma transição de dez anos. […] Eu não entrarei nessa barca de dez anos. Eu prefiro renunciar a essa relatoria do que assinar dez anos”, declarou Prates no último seminário estadual sobre a proposta, realizado em Manaus.
Enquanto aguarda os ajustes finais para a apresentação do relatório, o deputado terá o fim de semana para tentar resolver divergências entre governo e oposição, principalmente em relação ao tempo de transição da medida.
(*) Com informações da assessoria
Leia Mais:
