Manaus (AM) – O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5), reforça a importância da bioeconomia, da educação ambiental e da valorização da floresta em pé como pilares para o desenvolvimento sustentável. A data também marca o segundo aniversário da Estratégia Nacional de Bioeconomia, criada pelo Governo Federal por meio do Decreto nº 12.044, de 5 de junho de 2024.

Criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, a data promove reflexões sobre a preservação ambiental e reúne governos, empresas, pesquisadores e sociedade civil em torno de soluções para equilibrar crescimento econômico e conservação da natureza.

Bioeconomia fortalece a preservação e gera desenvolvimento

A bioeconomia vem ganhando espaço como alternativa para transformar recursos da biodiversidade em inovação, renda e preservação ambiental.

Dados do WRI Brasil apontam que o setor já movimenta cerca de R$ 12 bilhões na Amazônia Legal. Com novos investimentos, a projeção indica que esse valor pode alcançar R$ 38,6 bilhões até 2050. Além disso, o segmento tem potencial para gerar mais de 800 mil empregos e reduzir a dependência de atividades ligadas ao desmatamento.

A jornalista e empresária Pamela Mota Oliveira é uma das defensoras desse modelo. Ao lado do marido, Orsine Júnior, ela fundou a Made In Amazon em 2025, plataforma de comércio eletrônico voltada à valorização de produtos sustentáveis produzidos por comunidades amazônicas.

“Vendemos a arte que emana da floresta, traduzida pelas mãos daqueles que sabem muito sobre ancestralidade, identidade e regionalismo. Queremos contar a história desses produtos, porque o que vale mesmo é conhecer sua origem, os insumos utilizados e como foram produzidos”, afirma.

Floresta em pé ganha valor econômico

Para Pamela Mota Oliveira, o debate sobre sustentabilidade precisa avançar para além dos discursos e reconhecer a floresta como um ativo econômico estratégico.

Segundo ela, os povos da Amazônia produzem riqueza por meio do conhecimento tradicional e do uso sustentável dos recursos naturais.

“Precisamos ser vistos como produtores de valor. A floresta em pé precisa ser reconhecida como um ativo econômico real. Mas a maior transformação acontecerá quando o mundo perceber que o principal produto da Amazônia não é a matéria-prima, e sim o conhecimento das pessoas que vivem nela”, destaca.

Educação ambiental prepara as próximas gerações

Além da bioeconomia, especialistas apontam a educação como elemento fundamental para construir um futuro sustentável.

O pedagogo e empresário da educação Jhony Abreu defende que a transformação ambiental começa dentro das escolas e na formação de cidadãos conscientes.

“Falar sobre sustentabilidade deixou de ser uma opção. Tornou-se uma necessidade. Mas a verdadeira transformação não começa apenas nas decisões governamentais ou nos avanços tecnológicos. Ela começa na educação”, afirma.

De acordo com o educador, os estudantes buscam cada vez mais compreender problemas reais e participar da construção de soluções práticas.

Cultura maker impulsiona inovação sustentável

Jhony Abreu destaca que a cultura maker tem contribuído para aproximar os jovens dos desafios ambientais por meio da criatividade e da inovação.

Segundo ele, as novas gerações desejam atuar diretamente na construção de soluções que impactem positivamente a sociedade e o meio ambiente.

“O futuro sustentável que desejamos não será construído apenas por máquinas, pesquisas ou políticas públicas. Ele será construído principalmente pelas pessoas que estamos formando hoje dentro das escolas”, avalia.

Dia Mundial do Meio Ambiente reforça compromisso com o futuro

O Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a necessidade de unir desenvolvimento econômico, preservação ambiental e educação. Especialistas defendem que iniciativas ligadas à bioeconomia e à formação de novas gerações podem transformar a Amazônia em referência global de desenvolvimento sustentável.

Ao mesmo tempo, o fortalecimento da floresta em pé e o reconhecimento do conhecimento tradicional surgem como elementos centrais para construir um futuro mais equilibrado para o planeta.

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