O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta terça-feira (9), o pedido de liberdade apresentado pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Ela segue presa desde 21 de maio, quando uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil paulista a deteve.

Além disso, a investigação avança na apuração de um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), no âmbito da Operação Vérnix.

STJ rejeita pedido de prisão domiciliar

A defesa de Deolane Bezerra solicitou um habeas corpus para converter a prisão preventiva em domiciliar. Para isso, os advogados argumentaram que ela é mãe e responsável por uma criança de 9 anos.

No entanto, a Quinta Turma do STJ rejeitou o pedido por unanimidade. Dessa forma, o colegiado manteve os fundamentos que já sustentavam a prisão preventiva.

“Consta exposição individualizada e pormenorizada da participação da agravante nos crimes em apuração, indicando seu intenso envolvimento com a organização criminosa e com o esquema de lavagem de dinheiro descoberto pelos órgãos de persecução penal”.

Prisão ocorreu em mansão em Alphaville

Deolane Bezerra foi presa em 21 de maio em sua residência, uma mansão localizada em Alphaville, região nobre da Grande São Paulo.

Atualmente, a influenciadora reúne mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais. Além disso, ela já foi indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Hoje, cumpre prisão na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista.

Caso tem histórico de outras prisões

O caso não é inédito. Em setembro de 2024, Deolane Bezerra já havia sido presa durante desdobramentos da Operação Integration.

Na ocasião, a Polícia Civil a deteve no Recife enquanto investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Desde então, as apurações avançaram e novas frentes foram abertas.

Investigações continuam em andamento

As autoridades seguem com as investigações da Operação Vérnix. Além disso, apuram a participação de outros envolvidos no esquema financeiro.

Até o momento, a polícia não divulgou novos desdobramentos do caso, enquanto a investigação permanece em curso.

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