Brasília (DF) – A Polícia Federal rejeitou a nova proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master e um dos principais alvos da Operação Compliance Zero. A decisão chegou aos advogados do empresário na quarta-feira (10). Segundo os investigadores, a colaboração não trouxe elementos suficientes para justificar a abertura de um acordo formal.
Daniel Vorcaro está preso desde março deste ano. A investigação apura um suposto esquema de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e atuação de organização criminosa em diferentes setores.
PF rejeita segunda tentativa de delação
Esta é a segunda proposta de colaboração recusada pela Polícia Federal em menos de um mês.
De acordo com as autoridades, a nova versão não apresentou fatos inéditos relevantes. Além disso, os investigadores concluíram que o material entregue não continha provas capazes de sustentar os relatos apresentados pelo ex-banqueiro.
A primeira proposta também recebeu parecer negativo em maio. Na ocasião, a PF avaliou que o conteúdo era superficial e deixava de abordar pontos considerados essenciais para o avanço das apurações.
O que mudou na nova proposta
Segundo informações divulgadas pela imprensa, a nova versão ampliou o conteúdo da colaboração. Além disso, passou a mencionar supostas relações com integrantes dos Três Poderes.
O documento também teria incluído informações sobre possíveis repasses financeiros e articulações políticas investigadas na Operação Compliance Zero. No entanto, a Polícia Federal entendeu que o material ainda não atendia aos critérios necessários para formalizar um acordo de delação premiada.
Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras ligado ao extinto Banco Master.
As investigações ganharam força após a liquidação extrajudicial da instituição financeira, em novembro de 2025. Desde então, a Polícia Federal realizou diversas fases da operação. Como resultado, os agentes cumpriram mandados de prisão, busca e apreensão, além de bloqueios de bens e afastamentos de investigados.
Além de Daniel Vorcaro, familiares, empresários e agentes públicos passaram a integrar a lista de investigados ao longo dos últimos meses.
Investigação continua
Apesar da nova negativa, a legislação permite que Vorcaro apresente futuras propostas de colaboração premiada.
Enquanto isso, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República seguem analisando provas e aprofundando as investigações. Até o momento, as autoridades não homologaram nenhum acordo de delação relacionado ao caso.
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