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COM A PALAVRA

“A marca do nosso mandato é a presença constante no interior”, afirma Saullo Vianna

Amazonense de Parintins, foi eleito deputado estadual em 2018, na sua estreia na política

Nesta edição de “Com a Palavra”, a equipe do Em Tempo conversou com o deputado estadual Saullo Vianna. Pré-candidato a deputado federal, durante a entrevista Saullo comentou sobre seus planos políticos, sua visão acerca da situação econômica do Amazonas e projetos na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). 

Amazonense de Parintins, foi eleito deputado estadual em 2018, na sua estreia na política. Saullo é conhecedor do interior e busca a melhoria da qualidade de vida dos moradores da região do baixo amazonas, além de ser 1º vice-líder da base do governador Wilson Lima na Aleam.

Confira agora a conversa: 

Primeiramente, gostaria que o senhor comentasse sobre as eleições deste ano, o que o motiva a se eleger como deputado federal?

“Tive a oportunidade durante esses três anos e meio de mandato, de conhecer todo o Amazonas. Visitei os 61 municípios do interior e estou sempre presente nos bairros de Manaus. Assim, eu pude conhecer a realidade e as necessidades de toda a população, principalmente do homem e mulher do interior: a questão da falta de investimentos na saúde, educação e infraestrutura. Algumas problemáticas do interior devem ser tratadas na esfera federal, com investimentos maiores. Por exemplo, a questão do lixões a céu aberto, no Estado somente Manaus tem tratamento adequado para esse tema. A água potável também, que nem sempre recebe a distribuição e tratamento que deve ser feito. Apesar de vivermos na maior bacia hidrográfica do mundo, não temos água de qualidade principalmente no interior”.

Filho de Parintins, como deputado estadual, a sua bandeira sempre foi voltada às necessidades da população do interior e do Baixo Amazonas. Quais projetos você desenvolveu para a melhoria da qualidade de vida dessa parcela da população?

“A marca do nosso mandato é a questão da presença constante nas cidades do interior e nos bairros da capital. Mesmo durante a pandemia, não deixamos de estar presentes. Com isso, conseguimos uma relação próxima com as pessoas, entendendo as necessidades e ajudando com o desenvolvimento da população interiorana. Na cidade de Parintins, por exemplo, fizemos vários investimentos na área da educação e destinei 100% da minhas emendas parlamentares, além de projetos de lei voltados para a questão da defesa da mulher, cultura, de inclusão para PCDs, crianças com Síndrome de Down e Autistas”.

O senhor foi eleito pelo Partido Popular Socialista (PPS), atualmente Cidadania, mas recentemente saiu da sigla e oficializou a sua filiação ao partido União Brasil. O que o levou a sair do PPS?

“A regra para a eleição de 2022 mudou e esse novo formato obriga que os partidos tenham a formação de chapas competitivas para que seja buscada a viabilidade eleitoral. O fortalecimento das chapas é que vai dar a condição de um determinado candidato, nos cargos proporcionais, de buscar a eleição. Visando o fortalecimento do partido e o ingresso do governador Wilson Lima, o União Brasil nos motivou a se filiar formando uma chapa bem forte, pelo partido ser o maior do Brasil. Com certeza o partido vai eleger, no mínimo, dois deputados federais e cinco deputados estaduais. É um partido forte no Estado que se organizou internamente em formar chapas e isso foi o que me levou a concorrer esse pleito de 2022 pelo União Brasil”.

O senhor é membro da base aliada do governador Wilson Lima, além de ser o 1º vice-líder do governo na casa Legislativa. Como tem sido esse trabalho em conjunto com o Governo?

“O governador Wilson Lima é novo não apenas na idade, mas também na política. Desde o início do mandato, o governador começou a estabelecer uma relação com todos os poderes e, principalmente, com o legislativo. O partido dele não elegeu deputados em 2018 e desde o início de 2019 viemos criando uma relação. Por conta da falta de relação, o começo do governo foi bastante conturbado, mas fomos as pautas importantes para o Estado do Amazonas foram sendo tratadas. Hoje o governador tem uma base forte e consolidada dentro da Assembleia Legislativa. O trabalho de 1º vice-líder é voltado para as defesas das pautas do Governo na Aleam, mas também é uma função de articulação política”.

Há pouco tempo o senhor alegou que a eleição deste ano é a mais importante dos últimos 40 anos. Por qual motivo o senhor defende esse posicionamento?

“A eleição de 2018 foi marcada pela renovação no Amazonas e no Brasil. Muitas pessoas de fora da política e um presidente que nunca tinha se candidatado a um cargo a nível nacional participaram da eleição. Era um desejo da população buscar novos nomes e pessoas de fora da política para poder representá-la. Essa eleição de 2022 aqui para o Amazonas tem um conceito diferente. Parece que da última eleição até essa já se passaram 20 anos e eu digo que é a mais importante dos últimos 40 anos, pois o eleitor vai ter a oportunidade de decidir se vamos continuar avançando ou se vai querer voltar no tempo”.

O popular Jailson Coelho pergunta: Deputado, sobre a questão do diesel, o que você vai fazer para o incentivo das embarcações? O passageiro está achando a passagem muito cara e não sabe que, por trás disso, há a questão do aumento dos combustíveis.

“Hoje o brasileiro sofre com a questão da alta dos combustíveis, que é um dos produtos que mais subiram de preço. A cada semana o valor dos combustíveis sofre algum reajuste. Isso acontece por conta da política de preços da Petrobrás, que mudou a forma de compor o preço dos combustíveis. Antes era composto pelo custo de produção e mais uma margem de lucro, agora a Petrobrás incluiu a questão do preço internacional dos combustíveis. Com o dólar alto, isso reflete no preço dos combustíveis e tem influenciado diretamente em vários setores do comércio brasileiro”.

O popular Altair Ribeiro pergunta: Além da Zona Franca de Manaus (ZFM), qual outro projeto que existe para o desenvolvimento econômico no Estado?

“A Zona Franca é um modelo de desenvolvimento regional que, há mais de 50 anos, ajuda a desenvolver o Amazonas, portanto ela é inegociável. Não precisamos abrir mão da ZFM para que possamos investir em outras matrizes econômicas, como por exemplo a questão da mineração. Inclusive, temos uma planta de potássio em Autazes e hoje, por conta da guerra da Ucrânia com a Rússia, os fertilizantes, que tem o mineral como matéria-prima, tiveram alta no preço. É importantíssima essa questão de podermos destravar esse comércio e teremos outra matriz econômica para o Amazonas. A questão do turismo de pesca também é uma alternativa nos municípios do interior, ou seja, investimentos de infraestrutura nessas cidades pode fazer que isso se expanda”.

Sobre o seu mandato como deputado estadual, quais ações e projetos que o senhor gostaria de destacar para que a população amazonense conheça mais sobre os seus feitos?

“Ao longo desses três anos e meio, destinamos quase R$ 30 milhões de emendas parlamentares que chegam em alguns lugares onde o poder público demoraria para chegar e também os projetos de lei, incluindo o que dá a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para pais e responsáveis de PCDs, pessoas com Síndrome de Down ou Autistas. Esse é um projeto de lei construído por meio de reuniões com pais que lutam por essa causa da inclusão. O projeto foi aprovado pela Aleam e sancionado pelo governador Wilson Lima. Os pais e responsáveis podem buscar na Secretaria do Estado da Fazenda do Estado do Amazonas (Sefaz) e apresentar a documentação exigida para que seja beneficiado com a isenção”.

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