Os brasileiros voltam às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República. A disputa coloca frente a frente o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), em um segundo turno marcado pela polarização política e pela diferença estreita entre os candidatos na primeira votação. O resultado definirá quem comandará o país pelos próximos quatro anos.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou à frente, com 47,14% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,03%, segundo dados divulgados pela Agência Amazônia Real com base na apuração eleitoral. A diferença entre os dois foi de pouco mais de dois pontos percentuais, insuficiente para garantir a vitória de qualquer um deles. Com isso, a decisão foi transferida para o segundo turno.
A participação dos eleitores que não compareceram às urnas também está no centro das estratégias das campanhas. No primeiro turno, cerca de 33,5 milhões de brasileiros deixaram de votar, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto, segundo levantamento divulgado após a votação. A mobilização desse público, além da conquista de votos de candidatos que ficaram fora da disputa, pode influenciar o resultado final.
Propostas e prioridades
Durante a campanha, os dois candidatos apresentaram propostas para áreas como economia, segurança pública, saúde, educação e programas sociais. Lula busca a continuidade de políticas de sua gestão e destaca ações de proteção social, valorização da renda e investimentos públicos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, defende mudanças na condução do governo, redução da estrutura ministerial e retomada de privatizações, conforme as propostas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Uma pesquisa Datafolha divulgada em outubro identificou diferenças nas motivações declaradas pelos eleitores. Entre os que afirmam votar em Flávio, o desejo de mudança e alternância de poder aparece como principal justificativa. Já entre os apoiadores de Lula, a proteção social e a avaliação do legado do presidente são fatores de destaque. O levantamento ouviu 2.520 pessoas em 153 municípios, nos dias 13 e 14 de outubro. <Cite refs={[“turn768501news3”]}/>
Decisão nacional
O resultado terá impacto sobre a condução da política econômica, as relações institucionais e as prioridades do governo federal. A escolha também definirá a orientação política do país em temas como políticas sociais, segurança, investimentos e participação do Estado na economia.
A votação será concluída com a apuração dos votos válidos em todo o território nacional. Para vencer, o candidato precisa obter mais votos válidos que o adversário no segundo turno, sem considerar os votos brancos e nulos. Após uma campanha marcada por divergências e disputas de narrativas, caberá ao eleitorado decidir entre a continuidade do governo Lula e a proposta de mudança apresentada por Flávio Bolsonaro.
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