O senador Eduardo Braga (MDB-AM) será o relator do Orçamento da União de 2027. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), escolheu o parlamentar nesta terça-feira (3), em meio às articulações para definir os principais cargos do Congresso no próximo ano.
Como relator, Braga terá a missão de conduzir a análise do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que prevê as receitas do governo federal e estabelece os gastos para 2027. O documento define quanto a União poderá investir em áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e programas sociais.
Além disso, o senador coordenará a análise das emendas parlamentares e negociará ajustes com representantes do governo e das bancadas. A proposta passará pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) antes de seguir para votação na Câmara e no Senado.
Líder do MDB na Casa, Braga mantém proximidade política com Alcolumbre e já declarou apoio à tentativa do senador amapaense de conquistar mais um mandato na presidência. A escolha também segue um acordo anterior que reservava ao MDB a relatoria do Orçamento.
Antes da definição, aliados de Alcolumbre chegaram a cogitar o nome de Eduardo Gomes (PL-TO), atual vice-presidente do Senado. A possibilidade buscava aproximar o presidente da Casa de parte da bancada liberal, que terá peso maior na próxima legislatura.
Disputa pela presidência do Senado
A escolha de Braga ocorre enquanto Alcolumbre articula sua candidatura à reeleição, prevista para fevereiro de 2027. Entretanto, o PL já sinalizou que pretende lançar um concorrente próprio: o senador Rogério Marinho (PL-RN).
O partido elegeu 19 novos senadores em outubro e deverá reunir 29 cadeiras a partir do próximo ano. Com isso, terá a maior bancada da Casa e poderá influenciar diretamente a disputa pelo comando do Senado.
Para vencer a eleição, qualquer candidato precisará conquistar pelo menos 41 votos, o equivalente à maioria absoluta dos 81 senadores. Por essa razão, Alcolumbre busca ampliar sua base de apoio e atrair parlamentares de diferentes partidos.
Congresso corre para aprovar Orçamento
Além das articulações políticas, o Congresso precisa acelerar a votação das propostas que organizam as contas públicas de 2027. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece metas e prioridades para os gastos federais, enquanto a Lei Orçamentária Anual (LOA) detalha a previsão de receitas e despesas.
O governo enviou o projeto do Orçamento ao Congresso em 31 de agosto, dentro do prazo legal. No entanto, os parlamentares adiaram a análise para depois das eleições. Agora, a expectativa é concluir a votação até dezembro, antes do recesso legislativo.
O calendário exige negociação entre governo e oposição. Afinal, o Congresso já enfrentou atraso semelhante: em 2025, os parlamentares só aprovaram o Orçamento daquele ano em março.
Nesse cenário, Braga terá papel central na construção de um acordo sobre a distribuição dos recursos federais. A decisão final definirá as prioridades de investimento e os limites de gastos da União ao longo de 2027.
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