A proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cuja primeira etapa será realizada no próximo domingo (8), aumenta a expectativa entre os estudantes que buscam uma vaga no ensino superior. Além da preparação acadêmica, os candidatos precisam cuidar da saúde emocional para enfrentar a avaliação com tranquilidade e concentração.

A pressão por bons resultados, o medo de não alcançar a pontuação desejada e as expectativas familiares podem intensificar a ansiedade nos dias que antecedem o exame. Por isso, adotar hábitos saudáveis e desenvolver estratégias de controle emocional são medidas importantes durante esse período.

A professora do curso de Psicologia do Unifacid Wyden, Karol Pessoa, explica que a ansiedade em níveis moderados é uma reação natural do organismo diante de situações desafiadoras. No entanto, quando se torna excessiva, pode prejudicar o sono, a concentração e o bem-estar.

Segundo a especialista, reconhecer o próprio esforço e compreender os limites individuais ajudam a reduzir a tensão. “É importante dizer ao estudante que ele se preparou dentro das suas condições, incluindo a organização da rotina e a maneira como irá lidar com os desafios durante o exame”, explica.

Como controlar a ansiedade antes do Enem

Uma das recomendações é evitar pensamentos negativos e previsões catastróficas sobre o resultado. Acreditar que uma nota abaixo da expectativa representa um fracasso ou determina todo o futuro pode aumentar a pressão psicológica.

Para lidar com essas situações, a psicóloga recomenda exercícios de respiração, atividades físicas, momentos de lazer e conversas com pessoas de confiança. Essas práticas ajudam a regular as emoções e proporcionam mais equilíbrio durante a preparação.

“O mais importante é que o estudante compreenda que sentir ansiedade não significa estar despreparado ou ser incapaz de realizar uma boa prova”, reforça Karol Pessoa.

A especialista também destaca que o desempenho no exame não define a capacidade intelectual nem o valor pessoal do candidato. Caso o resultado seja diferente do esperado, é importante reconhecer a frustração e reorganizar os planos.

“É natural sentir tristeza ou decepção diante de um resultado diferente do esperado. Esses sentimentos não precisam ser negados ou minimizados. É importante acolhê-los, compreender o que essa experiência representa e, gradualmente, reorganizar as expectativas”, pontua.

Rotina de estudos e atividade física favorecem a saúde mental

Manter uma rotina equilibrada é fundamental para evitar o desgaste físico e emocional. A recomendação é estabelecer metas realistas, organizar os horários de estudo e incluir pausas regulares ao longo do dia.

O descanso também merece atenção. Dormir adequadamente contribui para a memória, a concentração e a disposição necessárias para realizar uma avaliação extensa.

Além disso, praticar exercícios físicos, encontrar amigos, conviver com familiares e reservar momentos para atividades de interesse pessoal são atitudes que ajudam a aliviar a tensão. Essas experiências não representam perda de tempo, mas fazem parte dos cuidados com a saúde mental.

Cuidados para manter a tranquilidade no dia da prova

No dia do Enem, os estudantes devem evitar mudanças bruscas na rotina. Dormir bem na noite anterior, manter a alimentação habitual, beber água e chegar ao local de aplicação com antecedência são cuidados que ajudam a prevenir situações desnecessárias de estresse.

Durante a avaliação, respeitar o próprio ritmo também é importante. Se encontrar uma questão muito difícil, o candidato pode avançar para as próximas e retornar àquela pergunta posteriormente.

Outra orientação é fazer pequenas pausas para controlar a respiração e reduzir os sintomas físicos associados à ansiedade. Essas estratégias podem ajudar o estudante a recuperar a concentração e continuar a prova com mais tranquilidade.

Karol Pessoa ressalta que o desempenho em uma avaliação depende de diferentes circunstâncias e não deve ser analisado apenas pela nota alcançada.

“O desempenho em uma avaliação é influenciado por diferentes fatores, incluindo condições emocionais, sociais, familiares e oportunidades de aprendizagem. Portanto, não podemos reduzir toda a trajetória de um estudante a uma nota”, finaliza a psicóloga.

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