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Combustíveis

Bolsonaro sobre CPI da Petrobras: “Eu assinaria se fosse deputado”

Governistas esperam conseguir o número mínimo de assinaturas ainda nesta semana para forçar a instalação do colegiado

Brasília(DF) – O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (22), que, se fosse deputado, assinaria o pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Petrobras. A ideia do colegiado é investigar supostas irregularidades no processo de definição dos preços de combustíveis no mercado interno.

Até o momento, 132 deputados assinaram o pedido de instalação do colegiado. São necessários, pelo menos, 171 signatários para que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), proceda com a criação da comissão. O requerimento é de autorida do líder do PL na Câmara, deputado Altineu Cortês (PL-RJ).

“Eu assinaria essa CPI se fosse deputado. É para você ver, entre outras coisas, como é a composição do preço do combustível na Petrobras”, disse Bolsonaro em entrevista à rádio Itatiaia, de Belo Horizonte.

“Eu assinaria essa CPI se fosse deputado. É para você ver, entre outras coisas, como é a composição do preço do combustível na Petrobras. É para você saber também a questão do endividamento da Petrobras, por que ela se endividou. É você mostrar para a população por que as três refinarias que começaram com o Lula deram prejuízo de R$ 100 bilhões e não refinam um barril de petróleo”, prosseguiu.

Patrocinada pelo governo federal, a CPI da Petrobras é uma medida de retaliação à estatal em função de mais um aumento no preço dos combustíveis anunciado na última semana. A sugestão, inclusive, partiu do próprio presidente, logo após a petroleira ter emitido o comunicado às distribuidoras. Alguns governistas ainda resistem em assinar o pedido.

Caso seja instalada, a comissão parlamentar será composta por 25 membros titulares e igual número de suplentes. A comissão terá duração inicial de 120 dias, prorrogáveis por igual período. De acordo com o pedido, o objetivo é investigar supostas irregularidades no processo de definição dos preços de combustíveis no mercado interno.

Lira afirmou, na segunda-feira (21), que não irá se opor à criação da comissão parlamentar, mesmo em ano eleitoral. O deputado defendeu, porém, que o requerimento deverá cumprir todos os requisitos regimentais para ter validade.

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