A fronteira do estado de Roraima com a Venezuela já está aberta nos dois sentidos. O tráfego entre os dois países havia sido fechado no sábado (3) em decorrência do ataque realizado pelos Estados Unidos contra a região e da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Segundo informações do governo estadual, a passagem foi reaberta ainda no sábado, às 13h, inicialmente para turistas brasileiros que estavam na Venezuela. A partir das 15h, o acesso total foi normalizado.
Neste domingo (4), imagens registradas na fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima (RR), mostram o tráfego liberado nos dois sentidos.
Controle aduaneiro segue funcionando
No trecho entre os dois países, guardas da Venezuela realizam o controle aduaneiro de rotina, já que a região é marcada por intenso comércio fronteiriço.
A cidade venezuelana de Santa Helena do Uairén é conhecida por atrair brasileiros interessados em compras, o que exige fiscalização constante e respeito aos limites legais da aduana.
Como mostrou a Folha, a vice-cônsul do Brasil em Santa Helena do Uairén, Lisa-May, obteve autorização para a saída de brasileiros que procuraram o consulado. Os cidadãos foram orientados por WhatsApp a se dirigirem à fronteira, após um acordo temporário com as autoridades locais de imigração.
Governo brasileiro monitora situação
No sábado, o ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que o Brasil dispõe de contingente militar suficiente para lidar com a situação na fronteira entre Roraima e a Venezuela. Segundo ele, há 2.300 militares em Roraima e cerca de 10 mil militares em toda a Amazônia.
A fronteira em Pacaraima foi fechada por decisão das autoridades venezuelanas, conforme relataram à Folha pessoas com conhecimento do tema. Durante reunião de emergência no Palácio do Itamaraty, em Brasília, José Múcio apresentou um relatório sobre o cenário na região.
Plano de contingência para possível crise migratória
Por determinação do presidente Lula (PT), o governo brasileiro elaborou um plano de contingência para eventual entrada de venezuelanos pela fronteira de Roraima, caso haja agravamento da crise no país vizinho.
(*) Com informações da Folha de S.Paulo
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