A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar devido a problemas de saúde. Bolsonaro, de 70 anos, enfrenta enfermidades agravadas por uma queda recente.

Em setembro, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de estado. Desde então, os advogados tentam convencer o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, a conceder a prisão domiciliar humanitária, mas sem sucesso.

No pedido mais recente, a defesa alertou sobre “riscos clínicos concretos e reiteradamente advertidos pela equipe médica”. Segundo os advogados, esses riscos não são projeções; se tornaram uma “realidade objetiva”.

Preso na Polícia Federal

A defesa afirma que a prisão domiciliar não é um favor, mas a única forma legal de proteger a saúde e a vida de Bolsonaro. O ex-presidente está detido desde 22 de novembro em uma sala da Polícia Federal (PF) em Brasília, após tentar violar a tornozeleira eletrônica que usava.

Desde então, Bolsonaro recebeu autorização para ir a hospitais particulares sob escolta, inclusive para corrigir uma hérnia inguinal. Outra visita ocorreu em 7 de janeiro, após uma queda na sala especial de detenção, que resultou em exames que confirmaram traumatismo craniano leve.

Isonomia e comparação com Collor

Apesar das solicitações, Moraes manteve a decisão de negar a prisão domiciliar. Segundo o ministro, a legislação não permite o benefício, e a equipe médica da PF garante que Bolsonaro recebe atendimento adequado.

Na última terça-feira (13), a defesa pediu isonomia com o ex-presidente Fernando Collor, que recebeu prisão domiciliar uma semana após ser preso, por comprovar enfermidades como transtornos de personalidade e humor.

A defesa argumenta que Bolsonaro enfrenta problemas de saúde relacionados à facada que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018 e teria condições ainda mais graves que Collor.

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