Anderson Kauan, primo das crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão, colabora com a Polícia Civil nas buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos. Desde o início das investigações, ele auxilia os agentes com informações sobre os últimos momentos antes do desaparecimento.

Trajeto foi refeito com autorização da Justiça

Na terça-feira (20), Anderson refez o trajeto que percorreu com os primos até a chamada “casa caída”. Ele acompanhou uma equipe especializada e policiais até o local onde as crianças possivelmente passaram ao menos uma noite. Para isso, a Justiça do Maranhão autorizou a participação do menino na ação.

Menino foi o único encontrado

Além disso, Anderson foi a única das três crianças que as equipes localizaram, três dias após o desaparecimento. Durante esse período, ele perdeu cerca de 10 quilos e precisou de internação por 14 dias no Hospital Geral de Bacabal. Após o tratamento, os médicos concederam alta hospitalar.

Relato ajuda a direcionar as buscas

Segundo o depoimento à polícia, Anderson se separou dos primos no terceiro dia de desaparecimento, quando decidiu seguir sozinho pela mata. Desde então, ele tem fornecido informações importantes que ajudam a delimitar as áreas de busca. No entanto, lapsos de memória ainda dificultam a reconstituição completa do trajeto.

Buscas entram no 19º dia

Enquanto isso, as buscas por Ágatha Isabelly e Allan Michael chegaram ao 19º dia. As crianças desapareceram em 4 de janeiro e testemunhas as viram pela última vez no quilombo São Sebastião dos Pretos.

Até o momento, as equipes não encontraram vestígios que indiquem o paradeiro das crianças. Atualmente, os agentes concentram as operações em áreas de mata e no leito do Rio Mearim, que corta a região. Além disso, a Marinha e mergulhadores do Corpo de Bombeiros reforçam os trabalhos.

(*) Com informações do Metrópoles

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