Em entrevista à imprensa na saída da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a mãe de Manoel Franco de Melo Neto, de 3 anos, afirmou que o filho morreu nas mãos do próprio pai, Fernando Batista de Melo, após uma discussão sobre pensão alimentícia.

Segundo a mãe, o casal estava separado há três meses, e Fernando nunca havia demonstrado comportamento agressivo até ela cobrar o pagamento da pensão.

Perícia confirma estrangulamento

A Polícia Civil do Amazonas concluiu que Manoel morreu por asfixia mecânica, após ser estrangulado. O laudo descartou a hipótese de morte por facadas, divulgada inicialmente após o crime.

Versão inicial apontava facadas

Nos primeiros relatos, a polícia suspeitou que Fernando tivesse matado a criança com golpes de faca. A suspeita ganhou força depois que um vídeo nas redes sociais mostrou o homem ameaçando a mãe do menino com uma faca horas antes do crime.

Na noite do crime, o delegado Fábio Silva, da DEHS, descreveu a cena como extremamente impactante: “Tentando me recuperar agora, pois vi uma situação que nunca tinha presenciado em toda a minha carreira”, disse ele.

Laudo muda a investigação

Com o avanço das diligências, os peritos não encontraram cortes nem sinais de ação contundente no corpo da criança. Por isso, confirmaram que a asfixia mecânica foi a causa da morte.

Os policiais encontraram grande quantidade de sangue na cena e recolheram o material para análise genética, a fim de identificar sua origem.

O delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Guilherme Torres, afirmou que o laudo técnico descartou a hipótese levantada nas primeiras horas do caso.

Histórico do suspeito

Fernando Batista de Melo nasceu no Rio de Janeiro, mora há mais de 20 anos em Manaus e tem familiares em Manacapuru. A Polícia Civil informou que ele responde a processo por violência doméstica contra outra mulher.

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