O Amazonas iniciou 2026 com uma corrente de comércio de US$ 1,56 bilhão. O resultado reúne US$ 84,45 milhões em exportações e US$ 1,47 bilhão em importações, segundo dados da Balança Comercial do Amazonas, elaborada mensalmente pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).
Logo no primeiro mês do ano, o estado manteve o ritmo elevado das transações internacionais, impulsionado principalmente pelo setor industrial.
Exportações têm ouro como principal destaque
As exportações amazonenses totalizaram US$ 84,45 milhões em janeiro. A Alemanha liderou como principal destino, com a compra de ouro em outras formas semimanufaturadas, que somou US$ 35,98 milhões. O produto representou 96,56% das exportações destinadas ao país.
Além disso, a Colômbia também se destacou. O Amazonas exportou outras preparações alimentícias ao país vizinho, alcançando US$ 3,42 milhões, o equivalente a 47,33% das vendas para aquele mercado.
Dessa forma, o estado mantém presença estratégica tanto no mercado europeu quanto na América do Sul.
Importações alcançam US$ 1,47 bilhão
Por outro lado, as importações somaram US$ 1,47 bilhão em janeiro, reforçando o peso do Polo Industrial de Manaus na economia estadual.
A China liderou entre os parceiros comerciais. O estado importou outros suportes gravados, que totalizaram US$ 117,61 milhões, correspondendo a 20,07% das importações provenientes do país.
Em seguida, os Estados Unidos registraram US$ 22,01 milhões em copolímeros de etileno, equivalentes a 20,49% das compras originárias desse parceiro comercial.
Assim, o volume de insumos industriais confirma o dinamismo da cadeia produtiva local.
Série histórica mostra crescimento consistente
A série histórica evidencia a trajetória de expansão das importações nos últimos anos. Em 2018, o total somou US$ 9,99 bilhões. Em 2019, alcançou US$ 10,16 bilhões. Já em 2020, o volume foi de US$ 9,72 bilhões.
A partir de 2021, os números ultrapassaram a marca de US$ 13 bilhões, chegando a US$ 13,23 bilhões naquele ano e a US$ 14,18 bilhões em 2022. Em 2023, o total foi de US$ 12,63 bilhões.
Posteriormente, o estado bateu recorde histórico em 2024, com US$ 16,14 bilhões. Em 2025, o volume permaneceu elevado, atingindo US$ 16,06 bilhões. Em janeiro de 2026, as importações somaram US$ 1,47 bilhão, mantendo o patamar robusto observado recentemente.
Para o titular da Sedecti, Serafim Corrêa, o desempenho destaca o papel estratégico do estado na economia nacional. “Os números demonstram a força do nosso parque industrial e a importância do Amazonas nas cadeias globais de produção. Seguimos trabalhando para diversificar nossa pauta exportadora e ampliar mercados para os produtos regionais”.
Municípios ampliam participação nas exportações

Entre os municípios exportadores, Itacoatiara se destacou com a venda de soja, mesmo triturada, destinada à Turquia, totalizando US$ 11,31 milhões.
Além disso, Presidente Figueiredo exportou ferro-ligas para a China, no valor de US$ 3,48 milhões.
No campo das importações, Itacoatiara registrou a entrada de óleos de petróleo provenientes dos Estados Unidos, somando US$ 6,31 milhões. Já Rio Preto da Eva importou compostos de outras funções azotadas, originários da China, no valor de US$ 395,17 mil.
Monitoramento estratégico orienta políticas públicas
O Departamento de Estatística e Geoprocessamento (Degeo), da Secretaria Executiva de Planejamento (Seplan), vinculada à Sedecti, elabora mensalmente a Balança Comercial do Amazonas.
O estudo acompanha o desempenho das exportações e importações, detalha produtos, países parceiros e resultados municipais e, assim, subsidia a formulação de políticas públicas e estratégias de desenvolvimento econômico.
O painel interativo da Balança Comercial do Amazonas está disponível em https://balanca.sedecti.am.gov.br/balanca. Mais informações e outros estudos podem ser acessados no Portal do Planejamento, em www.sedecti.am.gov.br. Para informações técnicas, o contato é (92) 98106-3960, com Alcides Saggioro.
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