As buscas pelas vítimas do naufrágio da lancha Lima de Abreu XV ocorrido na sexta-feira (13/02) já ultrapassaram 10 quilômetros de varredura no rio Amazonas, na região do Encontro das Águas, em Manaus. Sete pessoas continuam desaparecidas e duas mortes foram confirmadas até o momento.
As equipes suspenderam as buscas no início da noite de domingo e devem retomar as operações na manhã desta segunda-feira (16/02). O trabalho é coordenado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, que atua com 25 mergulhadores, seis embarcações, drones e um helicóptero.

Segundo o comandante-geral da corporação, coronel Orleilso Muniz, a operação é complexa por causa das fortes correntes, redemoinhos e diferenças de densidade entre as águas dos rios Negro e Solimões.
“Existem muitos fatores que complicam a operação, os fatores hidrodinâmicos do Encontro das Águas, correntes de arrasto, diferença de densidade de um rio para o outro, formação de redemoinho, além dos fatores meteorológicos. Hoje, por exemplo, caiu uma chuva torrencial e praticamente inviabilizou a operação na parte da tarde”, ressaltou.
Para reforçar a operação, três sonares subaquáticos enviados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de São Paulo estão sendo utilizados na área. Dois equipamentos fazem a leitura do leito do rio e o terceiro ajuda na detecção de metais. Cinco militares de São Paulo também participam da força-tarefa.

Atendimento às famílias
A partir desta segunda-feira (16/02), o atendimento aos familiares será realizado no Porto Privatizado de Manaus, das 8h às 18h. Assistentes sociais e psicólogos prestam apoio e orientações no local.
Uma equipe da Prefeitura de Nova Olinda do Norte também acompanha os trabalhos na base montada no Roadway.
Estado de saúde
De acordo com a Secretaria de Saúde, cinco adultos resgatados foram atendidos na rede estadual e já receberam alta médica.
Leia mais
Abono salarial começa a ser pago nesta segunda para nascidos em janeiro
Chuva forte aumenta risco de alagamentos em Manaus, alerta Defesa Civil
