Manaus (AM) – Um apagão no Hospital Unimed Manaus, na avenida Constantino Nery, na Zona Centro-Oeste de Manaus, deixou pacientes e acompanhantes em situação de vulnerabilidade na sexta-feira (20). A unidade ficou sem energia elétrica por mais de nove horas, segundo testemunhas. Internados — inclusive idosos em estado grave — enfrentaram calor intenso, ambientes às escuras e, principalmente, a ausência de informações claras sobre o que estava sendo feito para resolver o problema.

De acordo com relatos de uma acompanhante ao Portal Em Tempo, o parente dela está internado desde o dia 29 de janeiro e enfrentou momentos de grande apreensão durante o apagão.

“Às 11 horas, faltou energia. Disseram que logo seria restabelecida. Já eram 19 horas e nada tinha sido resolvido. Quando buscávamos informações, informavam que não havia previsão”, afirmou. Ela também relatou o calor excessivo dentro do leito e a ausência de estrutura até mesmo nos corredores. A energia, segundo a acompanhante, só foi restabelecida por volta das 23h30.

O prédio afetado pela falta de energia abriga a maternidade e a enfermaria (internação). Ainda conforme o relato, na área de urgência foi solicitado que o paciente, de 76 anos e em estado grave, fosse transferido para um ambiente com ar-condicionado. A direção decidiu encaminhá-lo para a UTI, mas apenas quatro pacientes considerados mais críticos teriam sido transferidos. Os demais permaneceram no local sem energia. Na manhã de sábado (21), o idoso foi devolvido à enfermaria, onde segue internado.

O episódio levanta questionamentos sobre a estrutura de contingência da unidade. Para os pacientes, um hospital privado, que cobra valores elevados por seus serviços, tem a responsabilidade de garantir funcionamento ininterrupto, especialmente em setores sensíveis como internação e maternidade.

A falta de energia por tantas horas, aliada à escassez de informações e à sensação de improviso, coloca em xeque a capacidade de resposta da instituição diante de emergências e abala a confiança de pacientes e familiares.

A unidade de saúde ainda não se manifestou sobre o episódio. O espaço segue aberto para que a unidade apresente esclarecimentos sobre o ocorrido e as medidas adotadas para evitar novos episódios.

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