A denúncia que colocou o presidente da CBF, Samir Xaud, no centro de uma polêmica ganhou novos desdobramentos. Segundo reportagem divulgada pelo portal LeoDias, gastos com viagens internacionais, hospedagens de luxo e acompanhantes sem função oficial na entidade teriam provocado um rombo superior a R$ 1 milhão.

A repercussão aumentou após a divulgação de documentos que citam a empresária Camila Andrade em uma viagem aos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. Conforme a reportagem, uma reserva ligada ao dirigente custeou a estadia dela.

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No entanto, a investigação aponta que o episódio não foi único. Além de Camila, outras pessoas também teriam recebido benefícios semelhantes em eventos internacionais ligados ao futebol.

Influenciadora entrou na lista de beneficiados

Entre os nomes citados aparece a influenciadora e farmacêutica Tamires Fernandes Barcellos, conhecida nas redes sociais como Tata Barcellos.

Segundo a reportagem, ela viajou para Doha, no Catar, em dezembro do ano passado para acompanhar a final do Mundial Interclubes entre Flamengo e PSG.

Durante a viagem, Tata utilizou passagens aéreas em classe executiva, ficou hospedada em um hotel cinco estrelas e teve acesso a áreas VIP da decisão.

Além disso, documentos mostram que a influenciadora permaneceu no hotel The Ritz-Carlton Doha por quatro diárias. A hospedagem custou R$ 17.424 e a entidade assumiu o pagamento integral.

Gastos cresceram ao longo da gestão

De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, integrantes da atual gestão utilizaram recursos da entidade para custear viagens, hospedagens e credenciais de pessoas sem vínculo funcional com a confederação.

Ainda segundo os relatos, amigos, familiares e mulheres ligadas ao círculo pessoal de dirigentes participaram de eventos internacionais com despesas pagas pela estrutura financeira da CBF.

Com isso, os gastos acumulados ultrapassaram a marca de R$ 1 milhão. Por esse motivo, dirigentes e federações estaduais passaram a questionar o uso dos recursos.

Pressão aumenta por esclarecimentos

Enquanto o caso repercute nos bastidores do futebol brasileiro, cresce a pressão sobre a CBF.

Por um lado, clubes da Série A defendem uma auditoria independente para verificar os gastos apontados na denúncia. Por outro, federações estaduais cobram uma investigação detalhada dos fatos.

Além disso, dirigentes pedem que os órgãos internos da entidade analisem a destinação dos recursos e esclareçam as suspeitas levantadas pela reportagem.

Até o momento, a CBF e os envolvidos citados no caso não se manifestaram publicamente sobre as acusações divulgadas pela imprensa.

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