A Rua da Copa, no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus, se tornou um dos principais pontos de encontro da cidade durante os jogos do mundial. Além de reunir milhares de pessoas para acompanhar os jogos, o espaço movimenta a economia local e cria oportunidades para empreendedores formais e informais ampliarem a renda.
O fluxo de visitantes atrai moradores de todas as zonas da capital amazonense e também turistas. Com a intensa circulação de pessoas, comerciantes aproveitam o período para aumentar as vendas de produtos temáticos, alimentos, bebidas e acessórios.
Rua da Copa atrai público e aquece o comércio local
A empresária Marcilene Coelho Reis, proprietária da loja Onça Pintada, participa pela primeira vez da programação da Rua da Copa no Alvorada. Segundo ela, a iniciativa está trazendo resultados expressivos para o negócio.
“A procura está muito grande porque o público aqui do Alvorada é um público bem seleto. Eles gostam de novidade. Então preparamos tudo com criatividade”, afirma.
A loja comercializa camisas da Seleção Brasileira, tiaras, pulseiras, bandanas, bonés, pompons, fivelas de cabelo, faixas e vuvuzelas. De acordo com Marcilene, os produtos artesanais lideram as vendas entre o público feminino.
“Produzimos de forma artesanal as tiaras, os pompons e os laços coquete, que estão muito em alta. Também temos acessórios do boi Garantido, do boi Caprichoso inspirados na Copa. Tudo isso tem tido muito sucesso”, afirma.

Vendas triplicam para empreendedores durante os jogos
Segundo a empresária, as vendas dobraram desde a mudança para a Rua da Copa. Já o faturamento em dias de jogo chega a triplicar em comparação com períodos sem eventos.
“Em um dos jogos, mais de 20 mil pessoas passaram pela rua. É muita gente e muitas oportunidades ao mesmo tempo. Conseguimos ter o triplo do faturamento em relação a um período normal. O empreendedor precisa ter mercadoria e novidades para atender essa demanda”, ressalta.
Parcerias impulsionam novos negócios
A movimentação também incentivou novas iniciativas empreendedoras. Moradora da Rua da Copa, Rafaela Santos aproveitou o período para iniciar um negócio em parceria com a cunhada e uma amiga.
“Começamos as vendas com o início da Copa. Eu, minha cunhada e uma amiga nos unimos para empreender juntas. Elas já tinham lojas e eu estou começando agora no empreendedorismo”, conta.
O grupo comercializa confecções, itens infantis, bonés, tiaras, chaveiros, copos temáticos, perfumes, bolsas, garrafas, camisas da Seleção Brasileira e roupas de quadrilha.
Segundo Rafaela, os produtos mais procurados são as camisas e os bonés temáticos.
“As vendas estão boas durante toda a semana porque os turistas vêm visitar a rua. O resultado está sendo muito positivo”, afirma.
A empresária Débora Lacerda, proprietária da DL Store e parceira no empreendimento, destaca que a iniciativa fortaleceu os negócios das participantes.
“Trouxemos um pouco de cada loja com o intuito de impulsionar as vendas e ganhar um dinheiro a mais. Estamos tendo um aumento de 30% a 40% nas vendas em comparação com um período normal”, relata.
Entre os produtos com maior saída estão camisas, bonés, vuvuzelas e itens relacionados às festas juninas e ao Festival de Parintins, adaptados às cores da Seleção Brasileira.

Turismo fortalece comércio informal
A Rua da Copa também beneficia vendedores ambulantes que encontram no evento uma oportunidade para ampliar a renda.
O comerciante Wenderlan Viana da Costa vende bebidas, camisas da Seleção Brasileira, chapéus e vuvuzelas. Segundo ele, a procura pelos produtos tem sido intensa desde o início da competição.
“Trouxe 300 camisas de São Paulo e já restam poucas unidades. A saída está muito boa”, afirma.
As camisas mais vendidas são os modelos nas cores amarela e azul marinho, comercializadas entre R$ 70 e R$ 100.
“Estou vendendo todos os dias. A Rua da Copa virou um ponto turístico e muitas pessoas estão vindo para cá”, destaca.
Veterano em eventos esportivos, Wenderlan afirma que participa das edições da Copa há vários anos e aproveita o aumento do fluxo de consumidores para complementar a renda.

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