Manaus (AM) – A paralisação dos trabalhadores do transporte especial já afeta o deslocamento de funcionários e pode comprometer a produção de empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). Diante dos impactos provocados pela mobilização, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou que oficiou, nesta quinta-feira (20), a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e a Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região (PRT-11/MPT).
A paralisação é conduzida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial) e envolve empresas responsáveis pelo transporte de funcionários para o Distrito Industrial. A categoria reivindica reajuste salarial de 7%, aumento no vale-alimentação e pagamento de horas extras. Segundo os trabalhadores, as horas extras não estariam sendo pagas.
Segundo as informações disponíveis, a paralisação é promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial) e ocorre devido a um impasse nas negociações com as empresas do setor. Entre as reivindicações apresentadas pela categoria estão reajuste salarial, redução da jornada de trabalho, auxílio-alimentação e melhorias nas condições de trabalho.
A mobilização atingiu diferentes pontos de Manaus e provocou bloqueios em vias importantes para o acesso ao Distrito Industrial. Entre os locais afetados estão trechos da avenida Grande Circular e as rotatórias Bola da Suframa e Bola da Samsung, além de outras vias utilizadas diariamente pelos trabalhadores e pelo transporte de cargas destinadas ao PIM.
Paralisação pode afetar produção do PIM
De acordo com a Suframa, a paralisação compromete diretamente o deslocamento de um número expressivo de trabalhadores até o Distrito Industrial, com reflexos no funcionamento das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus.
A autarquia alerta que, caso a situação continue, o cenário poderá provocar redução ou paralisação de linhas de produção, além de impactos nas cadeias de suprimentos e no cumprimento de prazos contratuais. As consequências também podem alcançar a atividade econômica e a política de desenvolvimento regional associada à Zona Franca de Manaus.
Diante da situação, a Suframa solicitou aos órgãos oficiados que, dentro de suas atribuições, adotem as providências necessárias para organizar o trânsito e, se necessário, desobstruir as vias públicas afetadas.
A autarquia ressaltou, porém, que as medidas devem preservar o direito de manifestação dos trabalhadores, conforme previsto na legislação.
Suframa pede atuação dos órgãos
A Suframa também solicitou que os órgãos considerem, na avaliação das medidas cabíveis, os impactos da paralisação sobre o funcionamento do Distrito Industrial e sobre a política de desenvolvimento regional da Zona Franca de Manaus.
A autarquia informou que continua acompanhando a situação e mantendo diálogo institucional com representantes do setor produtivo para obter informações sobre os efeitos da mobilização.
A Suframa reafirmou ainda o compromisso com a preservação da atividade produtiva, dos empregos e do desenvolvimento regional, além da manutenção do diálogo entre os órgãos públicos, trabalhadores e empresas envolvidas.
