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Agressão infantil

Criança morta após ser agredida pela mãe apanhava todos os dias, diz vizinha

Segundo uma vizinha, Anthony e os irmãos eram vítimas de agressões diariamente

Foto: Pixabay

Manaus (AM) – O pequeno Anthony Guimarães Girão, de apenas 2 anos, que morreu após ser agredido pela mãe, na madrugada de sábado (12), era vítima de surras diariamente, segundo uma vizinha da família. A motivação do crime, que tirou a vida do bebê, seria um kit de maquiagem quebrado.

Segundo uma vizinha relatou para uma TV local, Anthony e os irmãos eram vítimas de agressões todos os dias. O choro e os gritos de dor eram ouvidos pela vizinhança do bairro Jorge Teixeira todos os dias

Além das agressões físicas, as crianças ainda eram xingadas pela mãe e presenciavam as brigas dos pais. Um cenário anunciado de violência.

“A mãe sempre batia na criança e a gente sempre escutava muito choro. Quase todo dia ela batia nas crianças. Dá para gente ouvir porque ficam brigando, não é aquela briga de silêncio e sim de escândalo”,

conta a vizinha, que não quis se identificar.

O crime

Anthony morreu na madrugada de sábado (12), mas as agressões que levaram à morte foram na noite de terça-feira (8). O pequeno tinha quebrado um kit de maquiagem da mãe, que furiosa, pegou uma ripa e agrediu o filho.

Após três dias sofrendo as consequências das agressões, a genitora decidiu levar o filho ao Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, após perceber sintomas de febre, vômito e uma respiração fraca no bebê.

Os médicos perceberam que o diagnóstico apontava para agressões físicas e acionaram a guarnição do hospital. Horas depois Anthony morreu e a mãe confessou que tinha o espancado. Ela foi levada para a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Em depoimento, a mulher confessou que bateu no filho com uma ripa por ele ter quebrado um kit de maquiagem. Após os esclarecimentos das agressões, a mulher foi liberada.

A Delegada-geral Emília Ferraz afirmou que foi expedido um mandado de prisão preventiva para a suspeita e que aguarda a liberação da justiça para ser cumprido.

De acordo com a delegada, a mãe não foi presa antes pois já havia passado o período de flagrante, já que o que motivou a morte da criança aconteceu na terça-feira, três dias antes do falecimento.

Após autorizado pela justiça, a mãe pode ser presa a qualquer momento.

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Comentários:

  1. Se as leis desse país não mudarem, vamos ouvir e ver muitas mortes covardes iguais à essa. Ainda não entendi até hoje, o que os ministrosĺ fazem que não mudam as leis. Até parece que é proposital,,para que matem – nos, mesmo! A violência contra crianças e mulheres está tão grande, que chega a dar medo. É
    enquanto isso, estamos sustentando uma corja de vagabundos, que não querem nem saber.

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