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Editorial

A ousadia garimpeira

Chamado de “O Rei do Garimpo”, ele também investe em negócios suspeitos envolvendo ouro no Garimpo dos Palmares, em Maués, no Médio Amazonas

Divulgação

Não é de hoje que a imprensa nacional denuncia o prefeito de Itaituba (PA), Valmir Climaco (MDB), como um mau exemplo de homem público, totalmente avesso ao bom senso, desparatado quanto ao cargo que ocupa. Chamado de “O Rei do Garimpo”, ele também investe em negócios suspeitos envolvendo ouro no Garimpo dos Palmares, em Maués, no Médio Amazonas.

Recentemente, o jornal O Globo divulgou extensa reportagem ilustrada com vídeo em que o prefeito, visivelmente embriagado, afirmava que “comeria mais de 20” mulheres em determinado evento ocorrido no município que administra. Também segundo o Globo, ele foi flagrado promovendo aglomerações, sem máscara, em Itaituba, no auge da pandemia da Covid-19.

Ao mexer com as mulheres, o prefeito foi acusado de “machismo” nas redes sociais, mas pouco ligou para isso. “Pense num lugar que tem tanta rapariga boa, aqui tem (em Itaituba). Pelo que eu já conferi aqui, eu vou comer mais de 20, porque eu nunca vi tanta mulher bonita”, disse Valmir ao Globo.

Em julho de 2019, em uma das fazendas do prefeito, a polícia apreendeu 580 quilos de cocaína, 200 gramas de skank, dois fuzis AR 15 calibre 556, uma pistola calibre 9 mm, carregadores e munições, mira holográfica, luneta de precisão para uso em fuzil, rádios de comunicação e um telefone.

É esse o perfil do homem que explora ouro em Maués. Acusado de incitação à violência e de improbidade administrativa, ele não tem parâmetros, como deixou claro ao pedir para a população de Itaituba receber “à bala” funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) na cidade. Uma presença indigesta na Amazônia.

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