A contagem regressiva chegou ao fim. A Copa do Mundo FIFA 2026 começa oficialmente nesta quinta-feira, 11 de junho, marcando o início da maior edição da história do torneio da Fifa. O pontapé inicial será dado no tradicional Estádio Azteca, na Cidade do México, onde a seleção mexicana enfrentará a África do Sul na partida de abertura, marcada para as 15h (horário de Manaus).
Antes da bola rolar, os torcedores poderão acompanhar uma grandiosa cerimônia de abertura, prevista para começar às 13h30 (de Manaus), reunindo música, cultura e tecnologia em um espetáculo preparado pela Fifa para celebrar o início do Mundial.
A partida e toda a programação de abertura serão transmitidas ao vivo pela TV Globo, GeTV, SporTV, N Sports, CazéTV e SBT.
Cerimônia terá estrelas
A cerimônia de abertura no México contará com apresentações de grandes nomes da música mundial e latina. Entre os artistas confirmados estão Shakira, Burna Boy, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla.
A proposta da Fifa para esta edição é inovadora. Pela primeira vez na história, haverá três cerimônias de abertura interligadas, uma em cada país-sede — México, Estados Unidos e Canadá — conectadas por um conceito comum que une futebol, música e identidade cultural.
No México, o espetáculo destacará tradições locais, com apresentações inspiradas em manifestações culturais como o papel picado, símbolo das celebrações mexicanas, além de performances de artistas indígenas e representantes do folclore contemporâneo.
Nos Estados Unidos, a cerimônia realizada em Los Angeles contará com atrações como Katy Perry, Future, Anitta, Lisa, Rema e Tyla.
Já no Canadá, os destaques serão Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream e William Prince.
Countdown Concerts
Como aquecimento para o torneio, a Fifa promoveu os chamados “Countdown Concerts”, eventos simultâneos realizados na Cidade do México, Toronto e Los Angeles.
Os shows foram concebidos como uma experiência integrada entre os três países anfitriões, com apresentações sincronizadas e transmissões cruzadas, simbolizando a união continental que marca esta edição histórica da Copa do Mundo.
Copa mais inclusiva da história

A edição de 2026 inaugura um novo formato para os Mundiais. Pela primeira vez, a competição contará com 48 seleções participantes, ampliando significativamente a representatividade global.
Ao todo serão disputadas 104 partidas, superando com folga os 64 jogos realizados desde a Copa de 1998.
As equipes estão divididas em 12 grupos com quatro seleções cada. Avançam para a fase eliminatória os dois primeiros colocados de cada grupo, além dos oito melhores terceiros colocados.
Outra novidade é a criação da fase denominada “Round of 32” (Rodada de 32), que antecede as oitavas de final tradicionais. Com isso, a seleção campeã precisará disputar oito partidas ao longo do torneio, uma a mais do que no modelo anterior.
Curiosidades da abertura
A partida inaugural entre México e África do Sul traz um fato curioso: será a repetição do confronto que abriu a Copa do Mundo de 2010, disputada em solo sul-africano.
Outro marco histórico envolve o palco da estreia. O Estádio Azteca se tornará o primeiro estádio do mundo a receber três jogos de abertura de Copas do Mundo. O templo do futebol mexicano já sediou as aberturas dos Mundiais de 1970 e 1986.
O estádio também ocupa lugar especial na memória dos brasileiros por ter sido o palco da conquista do tricampeonato mundial da Seleção Brasileira, liderada por Pelé, em 1970.
Três países, uma única Copa
Pela primeira vez, a Copa do Mundo será organizada simultaneamente por três países: México, Estados Unidos e Canadá.
A iniciativa amplia a dimensão territorial do torneio e promete envolver milhões de torcedores em diferentes cidades da América do Norte ao longo de mais de um mês de competição.
A grande final está marcada para o dia 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium, localizado na região de Nova York/Nova Jersey, nos Estados Unidos.
México invencível em 2026
Já classificado antecipadamente para a Copa do Mundo por ser um dos três países-sede, o México teve ciclo mais tranquilo, sem disputar as Eliminatórias. Depois de campanha discreta na Copa América de 2024, venceu dois torneios entre seleções da América Central e do Norte: Gold Cup e Concacaf Nations League. Em 2026, a equipe mexicana ainda não perdeu, com vitórias nos últimos três amistosos. No mais recente, goleou a Sérvia por 5 a 1.
O elenco mexicano tem figurinhas carimbadas, como o goleiro Guillermo Ochoa, que disputará sua sexta edição do Mundial, e o atacante Raúl Jiménez, com carreira de sucesso no futebol inglês. Também estão na convocação jogadores que atualmente defendem grandes clubes europeus, casos do centroavante Santiago Gimenez (Milan) e do meia Obed Vargas (Atlético de Madrid).
O técnico do time da casa desde 2024 é o mexicano Javier Aguirre, de 67 anos, com longa carreira em clubes mexicanos e espanhóis, além de experiências nas seleções japonesa e egípcia. Em 29 jogos à frente de “La Tri”, soma 17 vitórias, oito empates e quatro derrotas.
África do Sul
A seleção sul-africana fez um bom ciclo para o Mundial, especialmente por ter conquistado a classificação como líder do Grupo C nas Eliminatórias, superando a Nigéria por um ponto. Na Copa Africana de Nações de 2024, conquistou expressivo terceiro lugar. Já na edição do torneio do ano seguinte, caiu nas oitavas de final. Desde então, não venceu nenhum dos quatro amistosos disputados. Após chegar à América do Norte, empatou com Nicarágua e Jamaica.
O jogador mais valioso da África do Sul, segundo o site especializado “Transfermarkt”, é o centroavante Lyle Foster, do inglês Burnley. Fora isso, o elenco é composto majoritariamente por atletas dos dois maiores clubes do país africano: Orlando Pirates e Mamelodi Sundowns, time que impressionou no Mundial de Clubes do ano passado.
A equipe sul-africana é uma das várias que optaram por técnicos estrangeiros. O comandante é o belga Hugo Broos, de 74 anos, que já passou por clubes belgas, turcos, de diferentes países africanos e pela seleção de Camarões. Treinador da “Bafana Bafana” desde 2021, soma 28 vitórias, 18 empates e 10 derrotas em 56 partidas no cargo.
*Com informações do Lance
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