O Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou 40 projetos industriais durante a 323ª Reunião Ordinária, realizada na manhã desta terça-feira (30), por videoconferência. Os projetos somam previsão de R$ 3,18 bilhões em investimentos, faturamento estimado em R$ 26,9 bilhões e potencial para gerar 1.126 novos postos de trabalho nos próximos três anos.
Do total de propostas aprovadas, 24 já haviam recebido aval da Suframa por delegação de competência, enquanto outras 16 foram analisadas e deliberadas pelo Conselho.
Reunião contou com representantes da Amazônia Ocidental
A segunda reunião do colegiado em 2026 foi presidida pelo secretário-executivo e ministro em exercício do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Zerbone. Também participaram o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, representantes dos estados da Amazônia Ocidental e entidades de classe.
Projetos aprovados incluem indústria de motocicletas e bicicletas elétricas
Entre os projetos aprovados, destacam-se:
- a atualização do projeto da Yamaha Motor da Amazônia Ltda., com investimento de R$ 343,91 milhões;
- a diversificação da Jabil Industrial do Brasil Ltda. para fabricar bicicletas elétricas, com previsão de 45 novos empregos;
- a diversificação da Tesa Brasil Ltda. para a produção de película autoadesiva de plástico;
- a implantação da SICPA América do Sul Indústria S.A., voltada à fabricação de tintas e vernizes para impressão digital.
Vice-governador destaca projetos estratégicos para o Polo Industrial de Manaus
Durante as manifestações dos conselheiros, o vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, ressaltou a aprovação de projetos considerados estratégicos para o Polo Industrial de Manaus (PIM).
Entre eles está a implantação da Tecumseh do Brasil Ltda., destinada à fabricação de motocompressores herméticos para condicionadores de ar. Segundo o vice-governador, o investimento deve fortalecer a cadeia produtiva do setor de refrigeração instalada no PIM.
Além disso, Serafim Corrêa destacou o projeto da Refinaria de Manaus S.A., voltado à produção de Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP). De acordo com ele, a iniciativa amplia a capacidade de produção local de derivados e pode gerar impactos na economia do Amazonas.
“Esperamos que a nossa população possa sentir efeitos como a redução no preço final dos combustíveis”, frisou.
Superintendente aponta momento histórico para a Zona Franca
Durante sua manifestação, o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, afirmou que a regulamentação da reforma tributária representa um momento histórico para a Zona Franca de Manaus.
“Estamos vivendo o segundo momento mais crucial para o modelo desde a sua criação, em 1967, atrás apenas da própria fundação da Zona Franca”, defendeu o superintendente.
Segundo Montenegro, a regulamentação preservou as vantagens competitivas da Zona Franca até 2073, garantindo segurança jurídica aos investidores e previsibilidade para novos empreendimentos.
Ao concluir sua fala, o superintendente reforçou o papel da Zona Franca na indústria nacional.
“A Zona Franca de Manaus não fecha fábricas em outros estados. Ela complementa a indústria nacional, estimulando a integração de cadeias onde parte da produção ocorre na Amazônia e outra nas demais regiões do País”, explicou.
(*) Com informações da assessoria
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