O Teatro da Instalação, um dos principais espaços dedicados às artes cênicas em Manaus, recebe o espetáculo “Tez”, nova criação da Cia Circo Caboclo. As apresentações acontecem nos dias 11 e 17 de julho, sempre às 19h, com entrada gratuita.
Contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, a montagem convida o público a vivenciar uma experiência sensorial. Ao mesmo tempo, propõe uma reflexão sobre acolhimento, pertencimento e cuidado coletivo. Além disso, o espetáculo reúne elementos do circo contemporâneo, do teatro físico e da dança, resultado da pesquisa artística desenvolvida pela companhia amazonense.
Corpo e movimento conduzem a narrativa
Fundador da companhia, o artista, educador e produtor cultural Jean Winder explica que a montagem utiliza a linguagem corporal como principal forma de expressão. Dessa forma, o espetáculo constrói uma narrativa marcada pelo movimento e pela sensibilidade.
“Acrobacias, ações físicas, imagens visuais e uma cuidadosa composição cênica constroem uma narrativa não linear, conduzindo o espectador por diferentes atmosferas e estados emocionais. É uma experiência sensível na qual o corpo assume o protagonismo e comunica aquilo que muitas vezes não pode ser traduzido em palavras”, observa Winder, que também assina a direção artística do espetáculo.
Dramaturgia nasce da pesquisa das intérpretes
A dramaturgia foi contemplada pelo Edital de Chamamento Público nº 003/2024 – Fomento à execução de ações culturais de circo, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.
A criação parte das vivências e da vulnerabilidade das intérpretes Paloma Blandina e Fernanda Bezerra. As artistas desenvolvem uma pesquisa corporal voltada ao circo contemporâneo, ao teatro físico e à dança. Assim, a montagem transforma essas experiências em linguagem cênica.
Segundo Jean Winder, o espetáculo revela diferentes estados emocionais e simbólicos da experiência feminina.
“Em cena, elas expõem estados de instabilidade, força e delicadeza, evidenciando os processos internos que atravessam a existência das mulheres. Regidas pela presença simbólica da lua, as personagens transitam entre o caos e a ordem, entre a fragilidade e a potência, evocando referências ancestrais, espirituais e místicas. Ao acessar forças sagradas, encontram caminhos para reconhecer a si mesmas e umas às outras, tornando-se espelhos do passado, do presente e do futuro”, pontua o fundador da Circo Caboclo, que desenvolve, desde 2017, um trabalho dedicado à pesquisa, criação e difusão do circo contemporâneo na Amazônia, com intuito de aproximar diferentes linguagens da cena.



Companhia reforça compromisso com a cena amazônica
Além disso, Jean Winder destaca que “Tez” amplia a pesquisa artística realizada pela Circo Caboclo desde sua criação. Segundo ele, a companhia mantém o compromisso de produzir obras que dialogam com questões contemporâneas e valorizam a realidade amazônica. Dessa maneira, fortalece sua atuação na produção cultural da região.
“Convidamos os espectadores de todas as idades a vivenciarem uma obra que transforma o movimento em poesia e faz do corpo um território de memória, resistência e imaginação”.
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