O ano de 2026 será decisivo para o futuro político do Amazonas. Os eleitores irão às urnas para escolher um novo governador, dois senadores e os 24 deputados estaduais que irão compor a próxima legislatura da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), além do presidente da República.
Desde o início das medições, pesquisas de intenção de voto apontam o senador Omar Aziz na liderança da corrida ao governo do Estado. Os levantamentos indicam, inclusive, a possibilidade de vitória ainda no primeiro turno, feito registrado no Amazonas, em 2002, quando Eduardo Braga venceu Gilberto Mestrinho. O próximo governador administrará a maior verba da história do Estado, estimada em R$ 38,05 bilhões.
Candidatos ao Governo
O senador Omar vai deixar o cargo para disputar o Governo do Amazonas nas eleições deste ano. Segundo levantamento recente, a intenção de voto avançou de 36,3% em julho para 40% em dezembro, consolidando uma liderança isolada no atual cenário eleitoral.
Na sequência, a professora Maria do Carmo Seffair, pré-candidata do Partido Liberal, aparece como o nome que mais avançou nas pesquisas. Estreante na política, ela saiu de 10,6% em abril para 23% em dezembro. O melhor desempenho ocorre na capital, onde atinge 26%, enquanto no interior registra 20%.
Além deles, mesmo sem confirmar pré-candidaturas, os nomes do prefeito de Manaus, David Almeida, e do vice-governador, Tadeu de Souza, aparecem nos levantamentos e podem influenciar o cenário, sobretudo em um eventual segundo turno.
Senado e Aleam
A eleição para o Senado Federal também tende a ser equilibrada. Eduardo Braga lidera os levantamentos, impulsionado pela experiência política, enquanto Capitão Alberto Neto surge como principal adversário.
Até o momento, Braga e Alberto Neto concentram a atenção do eleitorado. No entanto, pesquisas indicam um cenário aberto, com possibilidade de mudanças ao longo dos próximos meses.
A composição da Aleam pode passar por uma renovação significativa. Segundo o empresário Durango Duarte, até 30% das cadeiras podem mudar de mãos nas eleições de 2026.
Dessa forma, a disputa proporcional deve alterar a correlação de forças no parlamento estadual, dependendo do desempenho dos partidos e das campanhas individuais.
Possíveis cenários
O cenário eleitoral do Amazonas em 2026 aponta polarização entre lideranças experientes e novos nomes. Para o cientista político Carlos Santiago, a política segue dinâmica, com forte influência do ambiente digital, pois, a internet se tornou uma ferramenta central na pré-campanha.
Muitos pré-candidatos estruturam presença online e apresentam propostas antes do período oficial, o que pode garantir vantagem competitiva ao longo da disputa.
Já o cientista político Helso Ribeiro avalia que o cenário ainda apresenta muitas incertezas. Ele destaca que faltam dez meses para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e que nenhuma pré-candidatura apresentou, até agora, um programa de governo consolidado.
Ribeiro afirma que a entrada de Omar Aziz na disputa eleva o nível da concorrência. Para ele, o senador figura entre as principais lideranças do Congresso Nacional e, ao se colocar como pré-candidato, impulsiona outros nomes e amplia o debate político.
O especialista também chama atenção para o peso das redes sociais. Embora rádio e televisão sigam relevantes, ele alerta para o impacto das plataformas digitais e para o desafio das deepfakes, que exigem fiscalização constante do Ministério Público Eleitoral, da Justiça Eleitoral e dos partidos.
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