Manaus (AM) – As Forças de Segurança do Amazonas intensificaram as ações integradas para localizar e prender Fernando Batista de Melo, de 48 anos, apontado como autor do homicídio do próprio filho, uma criança de apenas 3 anos. O crime ocorreu na noite de quinta-feira (22), na rua São Marçal, bairro Cidade de Deus, zona norte da capital.
Buscas mobilizam forças de segurança
A operação envolve ações ostensivas da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), além de diligências investigativas da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), conduzidas pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
As buscas contam ainda com apoio aéreo e tecnológico da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), utilizando recursos do Departamento Integrado de Operações Aéreas (Dioa) e do sistema de videomonitoramento “Paredão”, que auxilia no rastreamento de imagens e cruzamento de dados.
“Todos os órgãos do sistema de segurança se solidarizam com a família da criança, vítima de um crime de extrema violência. Mobilizamos recursos operacionais, aéreos e tecnológicos para dar uma resposta rápida ao caso”, afirmou o secretário executivo adjunto de Operações, coronel Gomes Ribeiro.
Policiamento segue reforçado
Segundo o subcomandante-geral da PMAM, coronel Thiago Balbi, equipes da 13ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) atuaram imediatamente após o registro da ocorrência, realizando o isolamento do local e coletando informações para localizar o suspeito, que fugiu após o crime.
O policiamento foi reforçado em pontos estratégicos da cidade, especialmente na área residencial da zona oeste, onde o homem foi visto pela última vez. As informações são compartilhadas de forma integrada com a Polícia Civil.
“Ainda na noite do crime, uma motocicleta foi encontrada abandonada na região do Parque Mosaico. O patrulhamento segue intensificado”, explicou o subcomandante.
Laudo aponta causa da morte
O delegado-geral adjunto da PC-AM, Guilherme Torres, informou que o laudo pericial descartou a hipótese inicial de morte por arma branca.
“Não há lesões pérfuro-cortantes nem sinais de ação contundente. A causa da morte foi confirmada como asfixia mecânica”, afirmou.
Equipes da Polícia Civil seguem mobilizadas em Manaus e em municípios próximos, como Iranduba e Manacapuru, para impedir a fuga do suspeito para outras regiões.
Histórico de conflitos familiares
De acordo com o delegado adjunto da DEHS, Adanor Porto, o suspeito não aceitou o fim do relacionamento com a mãe da criança e deixou a residência no início de janeiro, abandonando a mulher e os filhos sem prestar apoio financeiro.
Após cobranças relacionadas ao pagamento de pensão alimentícia, o homem teria ameaçado a ex-companheira. Horas depois, seguiu até a casa do próprio pai, onde o filho estava, e permaneceu sozinho com a criança no banheiro.
Desconfiado da demora, o avô forçou a entrada e encontrou o neto já sem vida. Após o crime, o suspeito trancou o pai dentro da residência e fugiu de motocicleta.
Denúncias podem ajudar na prisão
Informações que possam contribuir para a localização e prisão do suspeito podem ser repassadas de forma anônima pelos números 181, 190, 197, além dos canais da DEHS e da Rocam.
Motivação
Em entrevista à imprensa na saída da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), a mãe de Manoel Franco de Melo Neto, de 3 anos, afirmou que o filho morreu nas mãos do próprio pai, Fernando Batista de Melo, após uma discussão sobre pensão alimentícia.
Segundo a mãe, o casal estava separado há três meses, e Fernando nunca havia demonstrado comportamento agressivo até ela cobrar o pagamento da pensão.
Perícia confirma estrangulamento
A Polícia Civil do Amazonas concluiu que Manoel morreu por asfixia mecânica, após ser estrangulado. O laudo descartou a hipótese de morte por facadas, divulgada inicialmente após o crime.
Versão inicial apontava facadas
Nos primeiros relatos, a polícia suspeitou que Fernando tivesse matado a criança com golpes de faca. A suspeita ganhou força depois que um vídeo nas redes sociais mostrou o homem ameaçando a mãe do menino com uma faca horas antes do crime.
Na noite do crime, o delegado Fábio Silva, da DEHS, descreveu a cena como extremamente impactante: “Tentando me recuperar agora, pois vi uma situação que nunca tinha presenciado em toda a minha carreira”, disse ele.
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