David Benedito, de apenas 20 dias, filho do prefeito de Manaus, David Almeida, pode ter morrido devido a uma alergia alimentar ao leite, segundo apuração do jornalista Ronaldo Tiradentes.
Essa condição afeta entre 1% a 3% dos bebês, embora a maioria consiga superá-la na fase adulta. Além disso, o leite é um dos principais alérgenos que podem causar complicações graves à saúde infantil, incluindo risco de morte em casos extremos.
É importante diferenciar alergia ao leite de intolerância alimentar. Enquanto a intolerância ocorre quando o corpo não consegue digerir a lactose, a alergia provoca reação do sistema imunológico contra as proteínas do leite. Portanto, pais e cuidadores devem ficar atentos aos sinais para identificar precocemente a condição.
O que é alergia ao leite?
A alergia ao leite é uma reação alérgica alimentar mais comum em bebês e crianças. Pode começar nos primeiros meses de vida, quando a criança inicia a ingestão de fórmulas ou leite artificial. Além disso, também pode ocorrer durante o aleitamento materno, caso a mãe consuma leite ou derivados, transmitindo proteínas ao bebê pelo leite materno.
Nesses casos, o sistema imunológico da criança reage exageradamente às proteínas do leite, podendo provocar sintomas leves ou graves, como urticária, vômitos ou até risco de morte.
Diferença entre alergia e intolerância
Na alergia ao leite, o corpo apresenta uma resposta imunológica imediata mediada por IgE. Já a intolerância pode demorar dias para se manifestar e envolve dificuldade na digestão da lactose.
Além disso, na alergia, até pequenas quantidades do alérgeno podem provocar reações graves, enquanto a intolerância é mais comum e menos perigosa. Vale destacar que a alergia ao leite pode ter caráter hereditário e afetar múltiplos membros da família.
Causas da alergia ao leite
A alergia está ligada à proteína do leite de vaca, chamada betalactoglobulina. Ela pode surgir por consumo constante de leite ou por deficiência genética de enzimas digestivas, como a lactase.
Como identificar a alergia ao leite
Os sintomas variam entre respiratórios, gastrointestinais e cutâneos, podendo surgir minutos ou poucas horas após a ingestão do leite:
- Urticária, coceira e inchaço
- Diarreia e vômitos
- Dores abdominais e cólicas
- Chiado no peito e tosse
- Rouquidão
- Prisão de ventre
- Fezes com sangue
- Dificuldade para respirar, asma e rinite
Portanto, os pais devem observar as reações do bebê após a ingestão de leite ou derivados e buscar diagnóstico profissional imediatamente.
Bebês podem reagir ao leite materno?
Não há alergia ao leite materno em si. Porém, proteínas do leite consumido pela mãe podem passar para o bebê e provocar reações, se este for alérgico.
Riscos da alergia ao leite
Mesmo pequenas quantidades podem causar anafilaxia, reação grave que pode levar à morte rapidamente. Além disso, o leite presente em alimentos industrializados, bolos ou biscoitos também representa risco. Por isso, é essencial que familiares e cuidadores estejam cientes da condição, informando escolas e verificando sempre a preparação dos alimentos oferecidos à criança.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico envolve testes cutâneos, exames de sangue e teste de provocação oral, onde o leite é excluído da dieta e depois reintroduzido. Embora não exista cura, o tratamento envolve evitar o alérgeno, uso de medicamentos durante crises e orientação detalhada a familiares. Além disso, o acompanhamento com alergologista é fundamental.
O papel do alergologista
O alergologista ou especialista em imunologia diagnostica, trata e previne crises de alergia ao leite, orientando sobre alimentos seguros e métodos de prevenção. Além disso, ele atua junto a outros profissionais de saúde para melhorar a qualidade de vida do paciente.
(*) Com informações da Clínica Croce
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