Wesley Carlos da Silva, piloto da lancha que bateu contra um píer no Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais (MG) e São Paulo (SP), não tinha habilitação na categoria Arrais-Amador, exigida pela Marinha do Brasil, e teria consumido bebida alcoólica antes de assumir o comando da embarcação.

O acidente ocorreu na noite de sábado (21/02), na represa de Jaguara, entre as cidades de Rifaina e Sacramento. Seis pessoas morreram, entre elas o piloto e um menino de 4 anos. Outras nove sobreviveram, sendo que três precisaram de atendimento médico e foram liberadas em seguida.

De acordo com o boletim de ocorrência, os sobreviventes confirmaram que Wesley não era habilitado e que havia consumido bebida alcoólica com o grupo em um bar flutuante antes da saída. Eles seguiam para um condomínio às margens do rio quando a lancha atingiu a estrutura.

A apuração também aponta que a embarcação não poderia estar navegando à noite, já que só é permitida apenas até o pôr do sol.

Uma equipe de peritos da Capitania Fluvial do Tietê-Paraná esteve em Sacramento no domingo (22) para levantar informações técnicas. O órgão vai conduzir o Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), que apura causas, circunstâncias e possíveis responsabilidades. O prazo inicial para conclusão é de 90 dias, podendo ser prorrogado.

O caso também é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da delegacia de Sacramento. Até o momento, as autoridades não informaram se o número de ocupantes estava dentro da capacidade permitida da lancha.

Sobre as condições do local, o Corpo de Bombeiros informou que o píer não tinha iluminação ou sinalização noturna.

Leia mais

Seis pessoas morrem em acidente de lancha na divisa entre SP e MG

VÍDEO: Criminosos rendem clientes durante assalto em loja em Manaus