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    Crime


    Suspeito de matar a companheira e abandonar corpo em carro é preso

    Segundo o delegado, a motivação do crime foi o fato da técnica de enfermagem ter afirmado que queria se separar do companheiro

    Ele era companheiro da vítima e foi identificado como Gilciney Dias da Silva, de 55 anos | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - O principal suspeito da morte da técnica de enfermagem Lucilene Gonçalves de Souza, de 45 anos, foi preso nesta segunda-feira (20), por equipes da 4° Seccional Oeste. Ele era companheiro da vítima e foi identificado como Gilciney Dias da Silva, de 55 anos. 

    Conforme o delegado Rodrigo Barreto, o corpo da vítima foi abandonado na última quinta-feira (16), no porta-malas de um carro na rua São Sebastião, no bairro São Raimundo, na Zona Oeste de Manaus.

    "O suspeito esperou sair do flagrante e hoje se apresentou na delegacia, mas já foi surpreendido com o mandado de prisão. Ele conta que os dois passaram a noite antes do crime bebendo juntos e acabaram tendo uma briga. Lucilene teria dado um tapa nele que revidou esganando a vítima até a morte. Posteriormente ele alegou que a colocou em um lençol e puxou ela pela perna até o térreo da casa. Ela bateu a cabeça na escada e teve o corpo colocado no porta malas", relatou Barreto.

    O delegado destacou que o suspeito afirmou que a motivação do crime foi o fato de Lucilene ter dito que queria se separar dele e por não aceitar o término, acabou se descontrolando e cometendo o crime. 

    "Essa é a versão que ele traz. Familiares relataram que quando a mulher estava alcoolizada ela costumava dormir nua e ele afirma que ela estava despida por esse motivo, por estar se preparando para dormir. Ele estava escondido na casa de amigos em Manacapuru. Agora aguardamos o laudo da morte para comparar se a versão dada pelo autor bate com as análises periciais. Os dois eram companheiros há pelo menos 30 anos e brigavam muito, segundo familiares", afirmou Barreto. 

    Após deixar o corpo de Lucilene no carro, Gilciney ligou para uma amiga em comum do casal. A testemunha foi crucial para as investigações.  Apesar de brigas anteriores, não há nenhum registro criminal entre o casal. 

    Gilciney irá responder por feminicídio e permanecerá à disposição da Justiça na Central de Recebimento e Triagem (CRT), no quilômetro oito da rodovia federal BR-174.

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