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Editorial

Os Direitos dos jornalistas

Levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) aponta, em 2021, 430 casos de violência contra os profissionais de imprensa

Divulgação

O dia 7 de abril, Dia do Jornalista, transcorrido ontem, a cada ano é comemorado com mais tensão e desafios. Neste 2022 a data oficializada em 1931 pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) para consagrar direitos dos jornalistas é tristemente marcada pelo dever de enfrentar e sobrepujar fake news, e encarar agressões diárias contra o sublime direito de bem informar.

Levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) aponta, em 2021, 430 casos de violência contra os profissionais de imprensa. Em 2020 foram registrados 428 casos. O Relatório da Violência Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa mostra que a censura, infelizmente, continua a existir. Foram 140 ocorrências, representando 32,56% do total de casos.

Segundo o Relatório, a descredibilização da imprensa é uma realidade que indigna a categoria e ocorre por diversos motivos, refletindo o festival de situações que beiram, a um só tempo, o folclore político e o terror. Agressões físicas e verbais contra os profissionais de imprensa permeiam o cenário.

Para a presidente da Fenaj, Maria José Braga, as agressões a jornalistas transcendem os casos comuns de polícia e precisam ser combatidas, sobretudo porque essa violência envolve a participação de autoridades de realce no cenário nacional.

Conforme Maria José, as agressões estimulam a descredibilização, criando um clima de absoluta tensão, como ocorreu em episódio recente quando uma autoridade federal debochou da tortura sofrida pela jornalista Miriam Leitão nos tempos da Ditadura Militar. Um escárnio contra a democracia.

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